Amese pede anistia a bombeiros que faltaram ao Pré-Caju

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A Amese enviou ofício solicitando a anistia para os bombeiros (Foto: arquivo Portal Infonet)

A Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese) quer a anistia criminal e administrativa para 10 militares do Corpo de Bombeiros punidos por terem doado sangue e, consequentemente, obtido a dispensa de serviço durante o Pré-Caju 2012. O ato, que na época, fez parte de um movimento reivindicatório da categoria, resultou em punição por crime de motim.

O presidente da Amese, Sargento Jorge Vieira, enviou na última sexta-feira, 9, um ofício ao comando do Corpo de Bombeiros, solicitando a concessão de anistia aos bombeiros, assim como aconteceu com os militares. “Pedimos que seja dada a mesma anistia dada aos PMs, pois todos participaram do mesmo movimento reivindicatório. Não faz sentido os bombeiros serem punidos. Essa é uma questão de bom senso e esperamos que se faça a justiça com os bravos soldados do fogo”, explica.

No ofício, a Amese destaca que a Lei nª 12.848, de 02 de agosto de 2013, "anistia criminalmente e administrativamente todos os militares envolvidos em movimentos reivindicatórios do dia 1º de janeiro de 1997, até a data da publicação da citada Lei, o que se ajusta perfeitamente ao caso, pois os BMs doaram sangue com o objetivo de salvar vidas, gozando assim do dia de folga previsto em lei, bem como, tal doação teve caráter reivindicatório, segundo o que foi veiculado pela mídia à época". A Amese também enviará o pedido ao novo secretário de Segurança Pública, Mendonça Prado.

O Portal Infonet entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e a informação repassada pelo gabinete do comando é de que o ofício foi recebido, mas que ainda será repassado ao comandante, o coronel Reginaldo Dória, que estava viajando e só retornou aos trabalhos nesta segunda-feira, 12. O coronel Reginaldo Dória confirmou à equipe de reportagem, que não recebeu o documento, mas garantiu a análise do pedido, assim que tivé-lo em mãos.

Relembre

Durante o Pré-Caju 2012, 300 policiais militares aderiram a doação de sangue e obtiveram a dispensa de serviço, conforme previsto em lei. O ato gerou diversos processos criminais e administrativos, mas os PMs foram beneficiados com a Lei Federal de Anistia. A luta da Amese é para que os bombeiros militares também sejam beneficiados.

Por Verlane Estácio

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