Após evitar prisão, militares são transferidos

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Tranferência de militares chama a atenção (Foto: Arquivo Portal Infonet)
Nesta terça-feira, 14, foi publicado no Boletim Geral Ostensivo da Polícia Militar (BGO) a transferência dos sargentos Jorge Vieira e Egdar Menezes para companhias do interior do Estado. A transferência dos militares, que é algo legítimo e pode ser feita conforme entendimento e melhor planejamento do comando geral, chama a atenção por acontecer dois dias após os gestores da Associação de Militares de Sergipe (Absmse) terem conseguido um habeas corpus para evitar uma possível prisão.

Conforme já publicado pelo Portal Infonet, os militares viajaram para participar das discussões sobre a PEC 300/446, mesmo com a negativa do comando, que não autorizou a viagem.

O gestor da Absmse, sargento Edgar Menezes, que deve ser apresentar no prazo de três dias na 2ª Companhia de Tobias Barreto, enfatizou que o ato administrativo é legal e cabe ao comando decidir onde os militares podem atuar, no entanto, Edgar ressaltou que as transferências comprometem o trabalho dos gestores.

“Nós entendemos que o comandante tem direito de fazer essas manobras, mas o que queremos é continuar realizando os nossos trabalhos defendendo a classe militar de forma atuante. É difícil representar essa categoria sem condição, com a transferência estamos nos afastando cada vez mais da atividade de classe”, observa.

Além dos militares o coronel José Péricles Menezes de Oliveira foi colocado para atuar na ouvidoria da PM. “O coronel Péricles foi colocado em um órgão que é incompatível com a patente dele que é de coronel e a ouvidoria é tenente coronel, além do mais a ouvidoria esta entre os órgãos que não existem, pois não é legalizado”, diz.

Associação

O militar ressalta ainda que a luta da associação em prol de um melhor salário, escala definida e a PEC 300/446 beneficia toda a classe. “O que nos queremos é continuar representando a categoria. É importante destacar que os benefícios que estamos conseguindo é para todos, inclusive por conta da luta, o salário dos próprios coronéis passou de R$ 7 mil para R$ 16 mil”, salienta.

Edgar é enfático ao criticar o fato da classe está submetida a um código militar arcaico. “Na realidade estamos quebrando paradigmas e a todo tempo tentam impedir que as nossas conquistas avancem. Digo mais que é uma vontade do sistema de frear esse avanço de libertação, fruto de um código militar arcaico que estamos submetidos”, menciona.

Perseguição

“Essa transferência na realidade poderia ser considerada para o público externo como normal, e não poderia ser diferente já que o comandante tem o direito de transferir, mas para quem acompanha a história sabe que não é um ato administrativo”, pontua.

A equipe do Portal Infonet tentou contato com o comandante da Polícia Militar, mas não obteve êxito.

Por Kátia Susanna

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