Aracaju é a 46ª cidade mais violenta do mundo, diz ONG

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Segundo estudo de ONG mexicana, Aracaju é a 46º cidade mais violenta do mundo (Foto: Arquivo / Portal Infonet)

Aracaju é a 46ª cidade mais violenta do mundo, segundo estudo realizado pela Organização Não Governamental (ONG) mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. Conforme o levantamento, das 50 cidades mais violentas, 16 estão localizadas no Brasil.

O estudo é baseado na quantidade de crimes a cada 100 mil habitantes, onde Aracaju apresenta uma taxa de 300 homicídios, o equivalente a 33,36%.

Das 16 cidades brasileiras mais violentas presentes no estudo, oito são nordestinas. São elas: Maceió-AL (5º, com 79,76), Fortaleza-CE (7º, com 2.754), João Pessoa-PB(9º, com 66,92), Natal-RN (12,º com 57,62), Salvador-BA (13º, com 57,51), São Luís-MA (15º, com 57,04) e Campina Grande-PB (25º, com 46,00).

Cidades como Belém (PA), Goiânia (GO), Campo Grande (MT), Manaus (AM), Recife (PE), Macapá (AP) e Belo Horizonte (MG) também estão presentes no estudo.

Cidades mais violentas do mundo

A cidade mais violenta do mundo segundo o levantamento do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, é a cidade de San Pedro Sula, em Honduras com uma taxa de 187.14, seguida por Caracas na Venezuela, com 134.36 e Acapulco no México, com 112.80.

Critério do estudo

O estudo é realizado através de um cálculo que é feito com base no número de homicídios registrados em cada cidade dividido pelo número de habitantes, referente ao censo do ano analisado. Para ser estudado pela ONG, as cidades precisam ter uma população acima de 300 mil habitantes.

A difinição do levantamento é definida por meio de estudos periódicos realizados pelo Escritório de Drogas e Crime das Nações Unidas;  números relativos à mortalidade da Organização Mundial de Saúde e números do governo sobre a incidência criminal.

SSP/SE

Em entrevista ao Portal Infonet, a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Sergipe informou que os dados citados no estudo não são confiáveis. Para o ógão "essa ONG deveria ser uma ONG paraguaia. Os dados estatísticos apontados por ela não são confiáveis. Não concordamos com o levantamento promovido pela ONG, assim como outros estados que estão reclamando dessa metodologia que foi adotada para promover o estudo. Estamos sofrendo criticas pela imprensa, porque Sergipe passa todas as informações dos homicídios para o Ministério da Justiça, enquanto outros estados não", disse o assessor, Sérgio Freire.

Ele cpntesta o posicionamento da capital no ranking e explica o motivo da cidade se posicionar no primeiro grau dentre os estados brasileiros.

“Todos os dados de homicídios ocorridos em Sergipe são repassados ao Ministério da Justiça, acontece que quando fazemos um comparativo ficamos lá em baixo, porque há estados que não registram todos os seus homicídios. É o caso de São Paulo (SP), que se houver uma chacina com cinco vitimas, somente é contado um único evento, ou seja, é aberto um único inquérito. Agora se essa chacina ocorresse aqui em Sergipe, seriam abertos cinco inquéritos, está aí a diferença, por isso que ficamos em grau maior”, finaliza.

Por Leonardo Dias e Raquel Almeida

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