Ato marca Dia Internacional Contra o Trabalho Infantil

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Participantes saíram da praça General Valadão e fixaram atividades na praça Fausto Cardoso (Fotos: Portal Infonet)

Danival: compromisso do poder público com a erradicação do trabalho infantil

Alberto Nunes e alunos do Peti da Barra: ressocialização pela música

Ato contou com apresentação de grupo de teatro

Comemorando o Dia Internacional Contra o Trabalho Infantil, crianças, professores, gestores públicos e representantes de diversas entidades realizaram um ato público na tarde desta quarta-feira, 12. A mobilização tem o intuito de sensibilizar a sociedade na luta pela erradicação do trabalho de crianças e adolescentes, chamando a atenção para o compromisso do poder público nesta missão.

O coordenador do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente de Sergipe (FEPETI), Danival Falcão, afirma que o trabalho infantil decorre de uma construção cultural. “Além da pobreza, a cultura do trabalho e do consumismo influenciam diretamente para que o trabalho infantil se perpetue. O trabalho é visto como algo digno, decente, que não faz mal a ninguém, enquanto se prega a ideia de que o carro do ano e o celular de última geração estão ao alcance de todos. Por isso, a criança acaba sendo submetida a este sistema”, diz.

Danival salienta os índices do trabalho infantil no cenário brasileiro. “Segundo dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] de 2011, em todo o Brasil existem mais de 40 mil crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando. Destes, mais de mil tem entre 5 e 9 anos”, aponta.

O coordenador lembra ainda o compromisso assumido pelo Brasil perante a comunidade internacional em erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2015, e todas as formas até 2020. “A Constituição Federal salienta que as crianças e adolescentes são sujeitos de direito, cabendo à União, ao Estado e ao município o dever de garantir seu desenvolvimento digno e suplementar sua educação caso a família não tenha condições de mantê-los”, reforça.

Alberto Geraldo Nunes, professor do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) no município de Barra dos Coqueiros, relata a dinâmica de ressocialização desenvolvida com as crianças e adolescentes do projeto. “Todas estas crianças viviam em condições de vulnerabilidade social, e sentiam na pele o peso do trabalho infantil. O que nós fazemos é esclarecer seus direitos e deveres com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, utilizando a música, a dança, as artes plásticas e o esporte como caminho”, conta.

A importância do disque denúncia foi enfatizada por Danival Falcão. “Caso tenha conhecimento de algum caso de exploração do trabalho ou violência infantil, a pessoa deve ligar para o Disque 100, ou comunicar ao Ministério Público ou ao Conselho Tutelar”, destaca.

Por Nayara Arêdes e Verlane Estácio

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