Audiência Pública vazia não define futuro do chumbinho

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A problemática da venda ilegal do agrotóxico Temik-150, o chumbinho, ainda não teve fim. Durante a audiência pública realizada nesta manhã, a principal decisão foi a convocação de uma outra audiência para o fim do mês com a presença dos representantes do Ministério da Agricultura, da fábrica Bayer, responsável pelo produto, da Anvisa, e da Polícia Civil.

Hoje, apenas quatro representantes compareceram à audiência pública. Estavam presentes a  promotora de justiça Euza Missano, que presidia a audiência, a representante da Vigilância Sanitária estadual, Teresa Cristina Maynard, Claudia Calmon, representando o Ministério Público e Maria Aparecida, representante do Departamento de Desenvolvimento Agropecuário do Estado de Sergipe (Deagro).

Na próxima reunião, deve-se sugerir a adição de um composto na fórmula do chumbinho, que quando ingerido cause vômito e a maior fiscalização dos revendedores do produto.

“O único ponto positivo na nossa luta contra o chumbinho até agora é a redução do número de mortes por ingestão acidental. Infelizmente ainda há compra para a prática do suicídio”, comentou a Euza Missano. Em julho não foi registrado nenhum caso de morte por ingestão do agrotóxico.

A representante da Vigilância Sanitária, Teresa Maynard, ressaltou que o grande problema está nos revendedores do produto. “O maior foco é a venda ilegal. A Bayer está dentro dos parâmetros exigidos, e até colaborou com o processo de proibição e conscientização. O problema são os comerciantes que fracionam e revendem o produto”, declarou.

 

 

 

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