Carnaval: grande procura por casas em Pirambu anima moradores

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Praia de Pirambu (Foto: Arquivo Portal Infonet)
Apesar de ainda faltar praticamente um mês para o carnaval, quem estiver interessado em alugar um imóvel para passar a temporada em Pirambu, município do litoral norte sergipano, vai encontrar dificuldades. Isso porque a chamada “Terra do Sol” já se encontra com quase 100% das casas disponíveis para aluguel ocupadas. Situação que anima os moradores, já que eles aproveitam a festa de Momo para faturar um dinheiro extra.

É o caso da aposentada Acidália Silva Ferreira, que fechou negócio no início de janeiro. “Mas, a procura começa no ano anterior, geralmente a partir de novembro. Tem, inclusive, gente que já deixa certo de um carnaval para o outro, quer dizer, com um ano de antecedência”, diz a aposentada, que já acumula 15 anos de experiência no ramo. “De um tempo pra cá, tem sido até difícil me preocupar em colocar placa de “aluga-se” na porta”.

A grande procura anima até quem nunca se imaginou cedendo o espaço onde mora para pessoas desconhecidas. “Resolvi aderir à prática no ano passado e não tive nenhum transtorno. Pelo contrário, achei ótimo. O dinheiro ajudou na continuidade da reforma da casa, que na época se encontrava sem piso e reboco”, relata a funcionária pública municipal, Eliane Maria da Silva.

Apesar de ter gostado da experiência, neste ano, o fato de sua casa estar toda reformada e com mobília nova a deixou receosa. Porém, esse sentimento só durou até esta semana. “Depois que vi muita gente ainda procurando imóveis para alugar na cidade, decidi disponibilizar o meu também”, afirma Eliane Maria, que está pedindo R$ 2,5 mil para os cinco dias de festa. “Na verdade, entrego a chave na sexta e a pego de volta na quarta”, completa.

Os preços das casas variam de R$ 500 a R$ 4 mil, em média. O valor depende do tamanho, localização e estrutura do imóvel. Algumas, geralmente as casas de veraneio, possuem piscina e ficam de frente para o mar, na orla de Pirambu. “Essas, quase sempre, são ocupadas pelos próprios donos, que não moram na cidade e passam só temporada”, conta dona Acidália, acrescentando que, nessa época do carnaval, quem ganha mesmo é a população local.

Questionada sobre o fato de não ser um incômodo ter que se refugiar em outro lugar, enquanto a própria casa é usada, a aposentada diz não enxergar nenhum problema. “Tenho um terreno no povoado Sambaíba [a cerca de 20 Km] e, como não gosto muito da folia, sempre vou com minha família para lá. É justamente com o dinheiro do aluguel que pago o transporte, faço a feira para passarmos os cinco dias e ainda guardo o que sobra para outras necessidades”, finaliza.

Fonte: Ascom Prefeitura

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