Cartão corporativo: delegada aguarda informações do ITPS

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Delegada Thaís Lemos aguarda informações do ITPS para concluir investigação (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Está praticamente concluída a investigação em torno da suposta tentativa de uso indevido do cartão corporativo do Instituto de Tecnologia e Pesquisa de Sergipe (ITPS) para pagamento de despesa de combustível em veículo, que não pertence à frota do Governo do Estado. Gladyson de Oliveira Costa foi preso em flagrante na noite do dia 5 deste mês em um posto de combustível no momento em que tentava abastecer um carro particular com suspeita de que a despesa seria quitada com o cartão corporativo.

A investigação continua sendo realizada pela equipe do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). A delegada Thaís Lemos, conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), encaminhou ofício do ITPS solicitando informações sobre o uso do cartão corporativo. A delegada quer saber as últimas datas em que o cartão foi utilizado e os valores pagos pelo Governo para o abastecimento de veículos com aquele cartão.

Em nota, a Assessoria de Comunicação do ITPS esclareceu que o relatório, em resposta ao ofício do Deotap, contendo informações acerca do uso de cartões corporativos para abastecimento dos veículos que compõem a frota da instituição, foi enviado à Polícia Civil com a celeridade que o caso requer na última sexta-feira, 26, em versões impressa e eletrônica (via E-Doc). A Assessoria de Comunicação reiterou que o ITPS está contribuindo com as investigações e se mantendo a disposição das autoridades competentes, tendo em vista o seu interesse na rápida elucidação dos fatos.

Fiança

No dia 6 de outubro, Gladysson Oliveira participou de audiência de custódia, conduzida pelo juiz Isaac Costa Soares de Lima, que estava de plantão no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. O juiz não vislumbrou “elementos” indicando que o acusado poderia colocar em risco a ordem pública ou que pudesse causar prejuízo à instrução criminal. Como consequência, o acusado foi posto em liberdade, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil. A fiança foi paga no mesmo dia e o juiz emitiu o alvará de soltura.

Quando foi preso, Gladyson Oliveira informou à Polícia que o cartão estava sob o domínio do tio, Edmilson Oliveira, que foi motorista contratado pelo ITPS, que tem vínculo político com o pastor Heleno Silva, ex-prefeito de Canindé do São Francisco. Em entrevista coletiva à imprensa, o ex-prefeito confirmou que Edmilson já tinha trabalhado para ele, mas negou qualquer envolvimento com a tentativa de uso irregular do cartão corporativo.

O pastor Heleno Silva disputou mandato de senador, mas foi derrotado nas eleições realizadas no dia 7 de outubro. A procuradora regional eleitoral, Eunice Dantas, informou que, assim que as investigações forem concluídas, solicitará informações sobre o desfecho do inquérito policial que está em tramitação na Polícia Civil para observar se há indícios de abuso que possam caracterizar ilícito eleitoral.

 

Por Cassia Santana

 

A matéria foi alterada às 21h50 para acréscimo de nota enviada pelo ITPS. 
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