Caso Floro: Novas prisões serão efetuadas

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A elucidação do atentado não conclui  as investigações (Foto: Arquivo Portal Infonet)
O fato de o veículo encontrado com os pistoleiros suspeitos do atentado ao desembargador ser de propriedade da irmã do agiota Floro Calheiros reforçou a atuação da polícia em volta de familiares do foragido. A informação de uma fonte de Alagoas é que as investigações seguem em ritmo acelerado, e poderá ser pedida na Justiça a prisão de algum dos parentes de Calheiros.

Durante entrevista, o superintendente da Polícia Civil, delegado João Batista, não confirmou a informação e pediu cautela neste momento do caso.

A expectativa é pela transferência dos presos que deverá acontecer até a próxima semana. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Ministério da Justiça já esta sendo contatado. A informação da secretaria é que os presos são necessários para o confronto dos depoimentos que estão sendo tomados em virtude das prisões.

Prisões

A polícia sergipana prendeu em Pernambuco quatro integrantes do bando de Calheiros, foragido da justiça sergipana desde 2008. Eles foram detidos ainda na quinta-feira, 25, em Petrolina (PE) e Águas Claras, por uma equipe de 40 policiais do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil e do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar e já se encontram em Sergipe. 

Dois dos presos, Alessandro de Souza Cavalcante, conhecido como ‘Bili’, e o ex-policial Clodoaldo Rodrigues Bezerra, conhecido por ‘Bezerra’, confessaram a participação no crime e confirmaram Floro Calheiros como mandante, dando detalhes da execução. “Eles disseram que Floro afirmou ser inimigo pessoal de Luiz Mendonça e que o desembargador deveria ser morto onde quer que fosse encontrado, mas não podemos dar mais detalhes agora”, disse João Eloy.

A dupla planejou o crime na capital sergipana por um período de 15 a 20 dias. Nenhum dos dois revelou quanto o agiota pagou pela ação. Eloy disse, ainda, que os homens acreditavam ter consumado o crime pela quantidade de tiros disparados contra o carro do desembargador.

Por Kátia Susanna

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