Cerca de 60% dos presos em Sergipe são provisórios

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Em Sergipe 60% dos presos são provisórios (Foto: Portal Infonet)
O percentual de presos provisórios no sistema prisional brasileiro está crescendo. Em Sergipe, assim como nos estados do Piauí e Alagoas, cerca de 60% dos presos são provisórios e ainda aguardam julgamento segundo aponta a edição do 4º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançado no último dia 14 de dezembro. 

Ainda de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, existiam 417 mil presos no país no ano passado, 9% a mais do que em 2008. Segundo dados do Ministério da Justiça publicados no anuário, os presos provisórios representavam 30,7% do total em 2008. Em 2009, chegaram a 35,6%, ou seja, 152 mil pessoas.

Assessor Lucas Rosário, diz que a SSP já levou à prisão mais de 1.500 presos 
Para o assessor de comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Lucas Rosário, a polícia vem desenvolvendo trabalho que tem por objetivo realizar um maior número de prisões. “A cada dia a polícia vem prendendo mais, sendo que somente este ano a SSP já transferiu das delegacias para o sistema prisional mais de 1.500 presos. No entanto, com o grande número de prisões, há um acarretamento de serviços e de trabalho por parte do judiciário”, disse o assessor.

Apesar da demora no julgamento dos presos provisórios, Lucas Rosário entende que a justiça do Estado ainda tem o que comemorar. “O trabalho da SSP e da Polícia Civil é de indiciamento, cabendo a justiça o papel de levá-los a julgamento. Apesar da demora no processo, a Justiça de Sergipe ainda é bem ágil se comparado com a de outros estados”, afirma o assessor da SSP.

Para a delegada Nalile Bispo, da coordenadoria das delegacias da capital, são vários os fatores que contribuem para a demora no julgamento dos processos. “Está havendo um maior número de prisões, mais inquéritos policiais, fazendo com que a demanda judicial aumente e dificulte a realização dos julgamentos”, destaca.

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com o Poder Judiciário do Estado, para esclarecer os motivos da demora na realização dos julgamentos e para conseguir dados estatísticos do estado, mas devido ao recesso forense do órgão, que teve início na segunda-feira, 20, não foi possível. 

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