Ciro Gomes falou sobre importância do São Francisco para o Nordeste

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“O projeto de integração do São Francisco às bacias do Nordeste setentrional está dentro de um contexto para tirar a região de um atraso secular”, disse hoje, dia 9, o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, na abertura do seminário “Projeto São Francisco e o Semi-Árido”, realizado no auditório do Ministério do Planejamento, em Brasília. Durante o evento, Ciro destacou que o projeto estruturante deve ajudar a estimular o desenvolvimento do Nordeste, ao lado de outras ações do governo federal.

 

De acordo com Ciro, devem ser beneficiadas 12 milhões de pessoas em cidades de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O projeto São Francisco deve elevar a disponibilidade de água, que hoje é inferior a um terço do mínimo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) – 1.500 metros cúbicos por habitante, ao ano. No agreste de Pernambuco, por exemplo, o número é inferior a 400 m³/habitante/ano. Em toda a região a ser beneficiada pelo projeto, nos quatro Estados, a disponibilidade média é de 450 m³/habitante/ano.

 

“Falta água em um pedaço do Brasil, no caso o Nordeste setentrional, e o único manancial que pode responder essa demanda na própria região é o rio São Francisco”, afirmou Ciro Gomes, lembrando que o Velho Chico detém 70% de toda a água do Nordeste. O ministro lembrou que o rio suporta, de maneira sustentável, a integração com as bacias dos quatro estados beneficiados. “Os maiores inimigos do projeto são a desinformação e o preconceito”, completou Ciro Gomes.

 

A vazão disponibilizada pelo Plano de Bacia do São Francisco, para diferentes usos, é de 360 m³/s. Atualmente, todos os projetos de irrigação ou de abastecimento de água existentes na bacia consomem 91 m³/s. O Projeto São Francisco vai captar mais 26 m³/s, ou seja, 1,4% da vazão mínima garantida na foz do rio. O próprio Comitê da Bacia do São Francisco aprovou os números relativos à vazão do rio. Esses números foram confirmados pela Agência Nacional de Águas (ANA) e revelam que a vazão média do São Francisco, em sua foz, é de 2.850 m³/s, enquanto a vazão mínima garantida é de 1.850 m³/s. Já a vazão ecológica, ou seja, a trava de segurança estabelecida pelo Ibama, é de 1.300 m³/s.

 

Para proteger o rio, foram aplicados, este ano, pelos Ministérios da Integração Nacional e do Meio Ambiente R$ 100 milhões na recuperação do São Francisco. Entre as principais ações em execução estão a recuperação das matas ciliares e as obras de saneamento básico. Atualmente, mais de 200 comunidades da bacia do São Francisco lançam esgotos “in natura” na calha do rio.

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