Conab absorverá produção de arroz de Sergipe

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Fórum de Secretários: fortalecimento da agricultura (Fotos: Cássia Santana)

Parceria do Governo do Estado com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a absorção da produção de 12 mil toneladas de arroz que serão colhidas na região do Baixo São Francisco, tendo assegurada aos produtores rurais a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM). A superintendente  da Conab, Rose Pondé, que participa do Fórum Dos Secretários Municipais da Agricultura, evento promovido pelo Governo de Sergipe, explicou que a parceria permite a comercialização da produção a preço justo, “garantindo o desenvolvimento e inclusão social pela renda”.

De acordo com a parceria, a produção de arroz do Baixo São Francisco será adquirida pela Conab que fará o armazenamento do produto para posterior comercialização, de acordo com as oportunidades de mercado ou até beneficiado. “E comporá os estoques públicos estratégicos ou reguladores”, informou Pondé, em entrevista concedida ao Portal Infonet. Ela revelou ainda que a parceria só não foi viabilizadas anteriormente por falta de oferta. Ela não soube explicar a falta de oferta do arroz para que a parceria fosse concretizada anteriormente em Sergipe, mas na ótica do coordenador do Programa Nacional da Agricultura Familiar no Estado, Godofredo Albuquerque, é consequência da falta de organização dos agricultores em cooperativas.

Argileu Martins: quebrando paradigmas

Para Godofredo, a Lei Geral de Assistência Técnica e de Extensão Rural homologada pelo Governo Federal no final do ano passado criou melhores condições para convencer e incentivar os pequenos agricultores a se organizarem em cooperativas, viabilizando assim a parceria do Governo do Estado com a Conab. A parceria já começa a funcionar neste ano, na perspectiva dos armazéns da Conab receberem algo em torno de 12 mil toneladas de arroz que serão produzidas na região do Baixo São Francisco.

O vice-governador Jackson Barreto participou da abertura dos trabalhos e foi reconhecido como um dos políticos que mais se debruçaram para concretizar a parceria com a Conab. Em discurso, Jackson fez homenagem especial a Rose Pondé e se comprometeu a permanecer na condição de defensor de políticas que atendam aos interesses dos pequenos produtores. “Para transformar o Estado e aplicar projetos de desenvolvimento equilibrado, um Governo de todos, mas tendo em primeiro lugar os pobres”, disse o vice-governador.

Quebrando paradigmas

Jackson: homenagem a Rose Pondé

Pela manhã, as atividades do Fórum de Secretários Municipais da Agricultura foram encerradas com a palestra do diretor do Departamento de Assistência e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Martins. Ele fez uma reflexão sobre as novas práticas administrativas, reconhecendo que o Governo Federal passou mais de duas décadas estagnado, sem planejar suas ações.

Martins apresentou como alternativa de desenvolvimento o planejamento estratégico a partir de uma interação entre os Municípios, os Estados e a União. “Estamos aprendendo a planejar ações a partir do local. É ilusão pensar que se consegue fazer desenvolvimento sem envolver o Município, o Estado e a União”, enfatizou.

O representante do MDA falou sobre novos paradigmas de desenvolvimento, ressaltando a importância das parcerias de órgãos estatais com a iniciativa privada com vistas o desenvolvimento econômico com responsabilidade social. “Precisamos buscar parcerias inteligentes para conquistar práticas exitosas. Devemos ter o pensamento mais pragmático sem perder a ternura até porque não dá para virar o capitalismo”, enalteceu.

Certificação Industrial

Macêdo Sobral: alternativas para enfrentar crise

Durante o Fórum dos Secretários Municipais da Agricultura,  o Governo do Estado dá um passo importante para assegurar aos pequenos empreendedores da indústria gastronômica em Sergipe níveis elevados de competitividade no mercado nacional e, até mesmo, como destaca o secretário de Estado da Agricultura, José Macêdo Sobral, para competir com multinacionais. Está se discutindo, segundo o secretário, regras básicas de boas práticas de manejo de produtos de origem animal para consumo humano que devem ser seguidas por “fabriquetas rurais”, o que permitirá ao pequeno agricultor condições de competitividade de mercado.

As propostas serão debatidas, encaminhadas aos beneficiários para então se transformar em ato administrativo da Secretaria de Estado da Agricultura com Portaria de Regulamentação. “Serão concluídos assim que se chegue às conclusões a respeito das regras a serem exigidas dos beneficiários”, informou o secretário.

Ao final deste evento, na tarde desta quinta-feira, será assinado Termo de Cooperação Técnica entre os Governos de Sergipe e da Bahia com o objetivo de compartilhar ações visando assegurar a sustentabilidade da fruticultura, nas culturas de cacau, citros coco e banana, do cultivo de palma forrageira, uso seguro de agrotóxico e destinação final de suas embalagens e o sistema integrado de informação nos Estados.

Pela parceria, será possível a cultura de cacau – produto cultivado com abundância no Sul da Bahia – na região Centro-Sul de Sergipe, como forma de diversificar a produção para enfrentar possíveis crises provocadas por queda no preço da laranja no mercado nacional. O secretário da Agricultura de Sergipe garante que o Estado não enfrentará os problemas que os produtores de cacau foram submetidos com a praga da vassoura de bruxa que destruiu plantações no Sul baiano. De acordo com a Secretaria de Agricultura, técnicos baianos desenvolveram estudos e perceberam que o Centro-Sul do Estado apresenta boas condições para o plantio de cacau.

Ao final do evento foram distribuídos 12 kits de inseminação artificial para vacas, contemplando Associações de Agricultores dos municípios de Nossa Senhora da Glória, Neópolis, Poço Redondo, Lagarto, Santa Luzia do Itanhy e Porto da Folha.

O deputado estadual João Daniel também participou do início dos trabalhos e, em discurso, colocou seu mandato à disposição dos agricultores e das Prefeituras Municipais para desenvolver ações em benefício das regiões mais pobres do Estado.

Por Cássia Santana 

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