Coronel Magno pode ser impedido de julgar inquérito sobre fuga de Giuseppe

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O comandante-geral da Polícia Militar e mais 11 militares foram citados no Inquérito Policial que apurou a fuga de Giuseppe do Amaral do Presídio Militar, em fevereiro. Diante disso, o Coronel Magno não deverá ser o responsável pelo julgamento dos fatos apontados no inquérito.

O promotor da Auditoria Militar, Jarbas Adelino, é quem deverá fazer o julgamento, que pode gerar o indiciamento do comandante e dos demais envolvidos na fuga de Giuseppe, apontados pelo documento. No entanto, até momento o relatório elaborado pelo coronel Dos Anjos permanece em poder do comandante-geral.

De acordo com o assessor de imprensa da PM, Coronel Pedroso, o comandante está analisando junto com a assessoria jurídica da corporação o documento e até agora não se pronunciou sobre os fatos. Ele afirmou que pelo procedimento normal o comandante analisa e dá um parecer, mas a situação agora é “sui-generis”.

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A conclusão do inquérito que apura a facilitação da fuga do policial Giuseppe do Amaral do Presídio Militar, em 10 de fevereiro, aponta que houve “negligência, prevaricação, omissão, privilégios, falsificação de documentos, falta de compromisso com a verdade, e ao expediente, desobediência e fraudes”.  

De acordo com o documento, elaborado por Dos Anjos, o comandamnte teria “assumido o risco” e “protelado a entrega” de Giuseppe a uma equipe de captura da Polícia Civil de Pernambuco, que veio a Aracaju para conduzi-lo a Recife para ser interrogado. Em Pernambuco, o policial responde por diversos crimes.

O inquérito também gerou desdobramentos. Um outro procedimento já em andamento  apura como se deu a volta de Giuseppe aos quadros da PM. Há indícios de que houve fraudes na reintegração do militar à corporação.

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