Corte de árvores: prefeitura garante plantio de 292 novas espécies

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Secretário de Meio Ambiente, diretor-presidente da Emurb e superintendente da SMTT tiram dúvidas da imprensa sobre obra na Hermes Fontes. (Foto: Portal Infonet)

A Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) garantiu à imprensa, durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira, 6, o plantio de 292 árvores e replantio de um total de 550 no corredor que compreende as avenidas Hermes Fontes, Adélia Franco e Empresário José Carlos Silva (Antiga Heráclito Rollemberg). A ação faz parte das medidas de compensação orientadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) devido ao corte de 258 árvores que ocorrerá durante a obra de reestruturação do corredor.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Alan Lemos, a medida de supressão das árvores já estava decidida para 40 das espécies plantadas na localidade antes mesmo da realização da obra. O secretário justificou que as espécies mata-fome, coqueiro e ficus vêm causando danos estruturais, como o rompimento de calçadas, além da possibilidade de quedas e consequente provocação de acidentes.

Dados são apresentados durante a coletiva. (Foto: Portal Infonet)

“São três espécies que não são adequadas para a arborização urbana e que foram implantadas no passado, quando o grau técnico do que se fazer era menor. São três indivíduos que podem provocar diversos problemas, é só percorrer a avenida Hermes Fontes que se vê claramente. Fizemos um inventário na Sema e nesse relatório já havíamos percebido que 40 dessas não possuíam condições e provocavam riscos. É importante que tenhamos essa atenção sobre o risco de queda de árvores”, explicou o secretário.

Onda de calor

O secretário classificou como insignificante os impactos que o corte de árvores provocará na capital sergipana. Para ele, o resultado será sentido de forma considerável apenas por quem trafega na área. “A quantia de árvores suprimidas, do ponto de vista de calor para a cidade, é insignificante, pois é muito pequena frente a quantidade de árvores disponíveis. O grande impacto é cênico e de sombras para quem trafega na área”, respondeu Alan Lemos, que comparou o dano às obras realizadas no trânsito. “Indubitavelmente, no curto prazo da obra vai haver um prejuízo, não há como plantar árvores da mesma forma e do mesmo tamanho de maneira imediata. É algo passageiro e comparável ao que ocorre no trânsito durante a evolução da frente de serviço.

por Daniel Rezende

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