Cristiano Barreto depõe em julgamento sobre atentado

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Cristiano Barreto depõe após solicitar …

O julgamento do atentado ao desembargador Luiz Mendonça, foi suspenso no início da noite desta quarta-feira, 9,  no Fórum Gumersindo Bessa, devendo prosseguir a partir das 9h desta quinta, 10. Durante toda a tarde, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas, o delegado Cristiano Barreto.

Antes de começar o depoimento, o delegado solicitou à juíza Olga Silva Barreto, para não ser ouvido na presença dos réus Alessandro de Souza Cavalcante (Billy) e o ex-policial Clodoaldo Rodrigues Bezerra, pois na sua fala, destacaria técnicas sigilosas. Após ter o pedido atendido, ele relatou por quase duas horas como ocorreu a diligência na Bahia e os trabalhos da polícia de inteligência, em que resultaram nas prisões dos dois acusados no Estado de Pernambuco, em agosto de 2010.

… a saída dos acusados

A juíza perguntou se Billy, um dos réus, é a mesma pessoa que andava com o agiota Floro Calheiros, morto em um confronto policial em abril de 2011 e o delegado respondeu que nunca tinha participado de nenhuma investigação sobre Floro, mas que uma testemunha que viu quando queimaram o veículo que teria sido utilizado no atentado ao desembargador Luis Mendonça, poucos minutos após o crime, reconheceu Billy entre os que fugiram em outro carro.

Atentado

“Eu trabalhava no Cope e na época tinha conhecimento de um mandado de busca em aberto  por Billy ter participado do resgate de Floro Calheiros no Hospital São Lucas, mas nunca participei de qualquer investigação contra Floro. Fui escalado para participar de uma diligência na cidade de Riso Alegre (Ba) e lá nos deparamos com Billy e outros, que atiraram contra o carro em que estávamos, fugindo em seguida. Retornei a Aracaju e não participei de mais nenhuma investigação, até ser designado pela Secretaria de Segurança Pública para ir até o Estado de Pernambuco, pois haviam informações que Floro Calheiros e Billy estariam lá. O ex-policial eu não conhecia. Foi quando encontramos Billy em um orelhão e o seguimos até uma casa em que estava o policial e conseguimos prender os dois”, relata.

O promotor Rogério Ferreira destacou a possibilidade de ter vazado a informação de que estariam indo à Pernambuco prender Billy e o delegado respondeu que nem ele e os colegas sabiam do que se tratava a diligência, que ficaram sabendo na noite da viagem.Sobre o atentado, Cristiano Barreto contou que estava em uma solenidade quando foi informado pelo secretário João Eloy.

“O secretário solicitou providências da minha parte e de outros delegados. Quando cheguei ao local, a Polícia Federal já estava, o desembargador já tinha sido socorrido e eu ainda ajudei a colocar o motorista na viatura da Radiopatrulha. Foi quando recebi uma ligação do delegado Evérton dos Santos dizendo que estava em um terreno nos fundos do Banco do Brasil e que o carro usado no atentado tinha sido incendiado. Fui até lá e ele estava com um rapaz que viu quando homens chegaram no carro, que depois descobrimos que foi roubado em Alagoas. Levado para ser ouvido no Cope, foi mostrada a foto de Billy e ele reconheceu”, ressalta.

O avogado dos réus, Fernando Muniz, disse "esperar que possa vir a verdade e comprove a não participação deles no episódio".

Por Aldaci de Souza

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