Débora Mirachi: família nega envolvimento com cunhado

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Estudante desaparecu no dia 12 de dezembro de 2013 (Fotos: Divulgação)

Está completando nesta quarta-feira, 12, três meses do desaparecimento da estudante universitária Débora Mirachi, 33. A família continua buscando notícias em Sergipe e em outros estados e nega que a moça tenha sumido por conta de confusões em virtude de um possível envolvimento com o cunhado, marido da irmã com quem a estudante morava.

Indagada pelo Portal Infonet sobre os comentários que estão surgindo quanto ao envolvimento de Débora com o marido da irmã Paula Mirachi, outra irmã, a Izabel Mirachi destacou que não procede.

“Isso não tem procedência. É normal que a polícia faça algumas perguntas à família, se teve alguma confusão. É um procediemento de praxe, mas não existe isso de jeito nenhum. Paula é a nossa irmã mais velha, que fez muito pela Débora. Eu já tinha informado que Débora é bipolar e é muito difícil lidar com pessoas bipolares”, ressalta Izabel Mirachi.

A irmã da estudante disse ainda que Débora Mirachi morava em Maringá (PR) e a família conseguiu a transferência da faculdade para Aracaju. “Os médicos nos orientaram que por ser bipolar, ela não podia continuar morando só, que deveríamos estar de olho nela. Claro que tínhamos problemas porque cobrávamos disciplina, que ela desse bom dia, que cumprisse horário, que não gritasse e principalmente que não bebesse por causa dos remédios. Como ela é bipolar, dias estava em crise e dias estava feliz. Faltou a gente encontrar o equilíbrio”, relata.

Izabel Mirachi disse ainda que a família não vai deixar de procurá-la. “Estamos fazendo um grande esforço para encontrá-la, já estamos distribuindo panfletos com caminhoneiros, nos postos de saúde, nos abrigos. Buscamos a Débora todos os dias e até descobrimos indícios de que ela poderia estar usando drogas. Repito, a gente tem muito amor pela Débora e acredita que ela tenha tido um surto. Gostaríamos muito de ter qualquer pista. Hoje faz três meses do sumiço dela, é um desespero muito grande”, enfatiza.

Polícia

A delegada Thereza Simony informou recentemente já ter ouvido mais de 20 pessoas, que o inquérito ainda não foi encerrado e que não há novidades no caso. Qualquer informação deve ser passada para os contatos 181 (polícia) e 3255-2628 [família].

Por Aldaci de Souza

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