Déda quebra o silêncio

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Depois de um longo período de silêncio, o prefeito de Aracaju resolveu deixar a diplomacia um pouco de lado e falar sobre as declarações dadas na chegada de José Eduardo Dutra a Aracaju. Contudo, o que parecia se resumir a um esclarecimento tornou-se um desabafo do prefeito que afirmou categoricamente que destinará ao governador João Alves Filho o mesmo respeito que receber do mesmo.

Déda começou reafirmando a declaração que deu na última segunda-feira. “Disse e repito, o PFL não tem autoridade moral para falar de ninguém”, declarou mais uma vez o prefeito da capital sergipana, explicando em seguida que sua fala sobre políticos que enriqueceram através da política foi feita de forma genérica. “Não falei de ninguém em específico. Mencionei de forma genérica que muita gente no Brasil enriqueceu de forma ilícita através da política”, disse Déda dizendo que não tem nada a ver com os escândalos de Brasília e que se tem que parar de cobrar satisfações de petistas que não estão envolvidos nessa história. 

Sobre as eleições de 2006, o prefeito de Aracaju ressaltou que ele, em momento nenhum, quis adiantar a campanha política para o Governo do Estado e que quem na verdade o fizeram foram os aliados do governador. “O povo de Sergipe é testemunha de que eu não antecipei campanha e que sempre pedi que as pessoas tivessem paciência. Quem o fez foram os aliados do governador que fizeram de forma selvagem e agressiva todas as tentativas de envolver meu nome nessa história de Brasília. A rádio Aperipê é do Governo do Estado, administrada pelo governador e ele tem olhos e ouvidos, tornou-se artilharia para me atingir e eu não posso ficar calado enquanto uma campanha de desmoralização é construída contra mim”, declarou o prefeito.

O prefeito acrescenta que usar um órgão público, que é administrado com o dinheiro dos contribuintes, é inconstitucional e ilegal. Ele acrescenta que a questão é que a Aperipê é uma emissora pública. “Você nunca me viu reclamando de que o governador, ou a família dele é dona de um jornal porque isso trata-se de uma concessão pública que tem uma administração provada. Agora a uma rádio educativa, que tem que seguir uma legislação, servir como arma de ataque contra um grupo que desafia politicamente o governador e seus aliados não dá”, afirmou o prefeito.

Marcelo Déda continuou. “Esse tipo de comportamento acabou. Quem menos quis antecipar campanha fui eu. A prioridade de minha vida é administrar Aracaju. Até meus aliados estavam cobrando porque eu não estava respondendo, rebatendo e eu disse que ele é governador e eu devo respeito. Agora, eu cobro o mesmo. Mas, na hora que um órgão público do Governo se transforma em meio de denegrir, atingir, desmoralizar eu não posso ficar calado, pois estaria sendo indigno dos votos e dos meus aliados. Não aceitarei desrespeito contra a minha pessoa e contra minha administração. Uma rádio educativa não pode ser usada contra mim, nem contra ninguém”, declarou Déda.

O administrador da capital frisou que é preciso ter limites. “É isso que eu quero explicar. O PFL não tem não tem moral para falar de ninguém. Fiz um exame da crise brasileira e disse que muita gente enriqueceu com a política. Infelizmente já tem gente do PT envolvido nesses esquemas. Não foi para isso que fomos criados. Agora o que nós não aceitaremos é pegar um evento e dizer que Déda está envolvido. De que partido eram os envolvidos na CPI do Collor, do Banestado, da Pasta Rosa, dos Anões do orçamento?”, lembrou o prefeito, dizendo que gosta de manter o nível do debate alto e que não vai aceitar provocações.

Por fim, Déda afirmou que vai ser eleito governador aquele que triunfar na opinião pública. “Se quiseram me derrubar, vão ter que fazê-lo nas urnas. A política tem um começo e tem um fim, o político passa, mas o homem fica. Quem falar vai ter resposta”, disse o prefeito que falou ainda que, quanto às pesquisas que dão conta de que ele tinha caído nove pontos, ele não se preocupa. “Só vou fazê-lo quando eu vir a pesquisa. É a primeira vez no país que se apresenta uma pesquisa e não se mostra os dados. Quero saber: tinha tanto, perdeu tanto e está com tanto. Alem do mais, se eu for candidato, na hora em que tomar a decisão, vou atrás do meu voto com a mesma força e alegria da minha juventude independente de pesquisa. O povo quer ver Déda versus João em 2006”, finalizou o prefeito de Aracaju.

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