Defesa Civil Estadual monitora tremores de terra em Canhoba

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Uma parceria entre a UFRN e o Estado de Sergipe já está sendo estudada para que sejam viabilizadas as pesquisas nesta área (Foto: Labsis)

O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) registrou mais um evento de tremores de terra no município de Canhoba, no território sergipano do Baixo São Francisco, com magnitude preliminar calculada em 1.3, o que não causa danos. O fenômeno natural ocorreu às 0h05, no horário de Brasília. O último tremor havia sido registrado no domingo, 20, às 21h52 UTC (18h52, hora local), desta vez de magnitude preliminar 1.6, também considerada baixa.

Uma parceria entre a UFRN e o Estado de Sergipe já está sendo estudada para que sejam viabilizadas as pesquisas nesta área. Desde o início de setembro, a atividade sísmica de Canhoba tem sido melhor acompanhada pelo LabSis, pois foi instalada uma estação (LSCN) na região. Entre a semana de 11 a 18 de setembro, foram contabilizados 128 eventos sísmicos de tremores de terra na localidade, contudo nenhum tipo de dano foi registrado.

O diretor da Defesa Civil do Estado, o tenente-coronel Luciano Queiroz informa que os abalos sísmicos ocorridos na região de Canhoba não são significativos e não há riscos de danos.

“Os tremores, aqui em Sergipe, estão ocorrendo na escala entre 1 a 1.8, que são de baixa magnitude, e essas atividades sísmicas têm sido acompanhadas em tempo real pelo sistema sismográfico operado pela UFRN. Inclusive também foram registrados abalos em outros municípios do Nordeste, como Amparo do São Francisco, aqui no estado, São Brás, em Alagoas, Caruaru, em Pernambuco e Amargosa, na Bahia, neste último local com magnitudes maiores, chegando a 4.6 na escala, o que pode causar alguns danos. Estamos em alerta junto às Coordenadorias Municipais e acompanhando os registros e informações repassados pelo Laboratório de Sismologia da UFRN”, explica o diretor.

De acordo com informação repassada pelo coordenador do LabSis, professor Dr. Aderson Farias do Nascimento, esses tremores são falhas geológicas reativadas que surgem de tempos em tempos. “O último evento significativo na região ocorreu na década de 1980 e quando esses eventos ocorrem com maior frequência precisam ser estudados para saber as possíveis consequências. É isso o que estamos fazendo”, relata.

Fonte: ASN

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