Delegada reforça a importância de denunciar violência contra mulheres

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A delegada Renata Aboim também faz um alerta sobre a subnotificação de casos no estado (Foto: Divulgação/SSP)

A campanha ‘Agosto Lilás’ abre o mês com maior sensibilização sobre os casos que envolvem a violência contra a mulher. Diante da necessidade de combater esse tipo de situação, a delegada Renata Aboim destaca a importância de repassar informações sobre o tema.

A iniciativa foi criada em alusão a Lei Maria da Penha e também aborda temas como a violência de gênero, sexual, psicológica, econômica e financeira. “O que acho importante ressaltar é a necessidade de denunciar o agressor o quanto antes a fim de evitar que as agressões se intensifiquem e a Polícia possa atuar com eficácia, quebrando o ciclo da violência”, diz ela.

As vítimas podem denunciar as agressões na Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), ligando para o número 190 em casos de flagrante, quando o crime está ocorrendo ou acaba de ocorrer, além de também poder registrar o caso na Delegacia Virtual, bem como optar por fazer a denúncia através do disque denúncia 180.

A delegada faz um alerta sobre a subnotificação de casos no estado, considerando a queda no número de registros de violência domésticas durante o período de isolamento social. “A gente não pode afirmar que essa diminuição é porque houve realmente uma diminuição na violência doméstica ou porque elas não conseguiram registrar os casos”, ressalta.

Embora alguns estados do país tenham apresentado crescimento nos números de casos registrados durante a pandemia, Sergipe apresentou uma redução na quantidade de boletins de ocorrência envolvendo a Lei Maria da Penha, o que não anula a necessidade de reforçar a importância das denúncias em qualquer tipo de violência.

Embora os crimes de violência doméstica possam ser denunciados virtualmente, a delegada orienta que crimes sexuais ou que envolvam lesão corporal e tentativa de feminicídio sejam registrados pessoalmente. “Pedimos que sejam registrados pessoalmente por serem situações mais graves e que exigem que a gente tome medidas mais rápidas”, orienta Renata.

por Juliana Melo 

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