Deso contesta acusações de discriminação contra servidores

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O presidente da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Max Montalvão, contesta as afirmações de discriminação de funcionários. Alegando serem infundadas, ele afirma que  a empresa vem cumprindo a legislação trabalhista e as resoluções que regulamentam o regime de trabalho dos funcionários concursados.

Ontem, 14, o  juiz da 4ª Vara do Trabalho de Aracaju, Luiz Andrade, condenou a Deso por tratamento discriminatório dos servidores públicos aprovados através do concurso público realizado em 2004. A justiça entendeu que “os obreiros taxados de nova geração de contratados foram discriminados e submetidos à jornada inconstitucional” e determinou um prazo de 30 dias para que a Deso adapte-se, sob pena de  multas.

Um grupo de servidores da Companhia informou que os convocados estão sendo chamados para trabalhar no interior do Estado na intenção de não suportar o ritmo de trabalho e pedirem demissão. E direitos como à assistência médica só foi adquirido depois de um ano e enquanto os servidores mais antigos da casa trabalham das 7h às 13h, a jornada de trabalho deles começa das 8 horas até o meio dia e recomeça das 14h às 18h.

Mas o presidente da Companhia responde as acusações alegando que no edital do concurso público que convocou esses trabalhadores é bem claro no item 1.3, quando se refere à lotação. “Quando foi feita a inscrição para o concurso, o candidato tinha conhecimento que estaria à disposição da empresa para prestar serviço em qualquer unidade operacional da Deso, conforme a atividade para a qual prestou o concurso. Como a necessidade maior de mão-de-obra é no interior do Estado, não teria sentido indicá-los para a capital”, explica Montalvão.

Quanto as demais denúncias de perseguição e de carga horária diferenciada, privilegiando funcionários há mais tempo na empresa,  ele também afirma que não condizem com a verdade, pois inclusive das quatro ações impetradas até agora na Justiça do Trabalho apenas uma foi desfavorável, assim mesmo em primeira instância. “Os pareceres emitidos pelo Tribunal Regional do Trabalho têm ressaltado a conduta da Deso no cumprimento à legislação trabalhista. Então, considero infundadas essas denúncias”.

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