Desvio de combustível na PM: novas testemunhas prestam depoimento

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Testemunhas são ouvidas no Fórum Gumersindo Bessa (Foto: Arquivo Portal Infonet)

As denúncias que envolvem suposto esquema para desviar combustíveis destinados ao abastecimento de viaturas da Polícia Militar de Sergipe continuam sendo investigadas, alvo de dois processos judiciais. Um deles tramita na Auditoria Militar [6ª Vara Criminal] por envolver militar e outro na 3ª Vara Criminal, ao qual respondem à ação penal as duas mulheres, que, à época da denúncia, trabalhavam como frentistas do posto de combustível onde os veículos da PM eram abastecidos.

Na quarta-feira, 14, o juiz Pedro Rodrigues Neto, da 3ª Vara Criminal, ouviu seis testemunhas arroladas pelo Ministério Público Estadual. Neste processo, figuram como rés Christiane Lima Santos e Vivia Bispo dos Santos, que na época da denúncia eram frentista do posto de combustível. Na audiência, o Ministério Público Estadual insistiu em ouvir o depoimento de duas outras testemunhas, que não estavam presentes no Fórum Gumersindo Bessa.

Como consequência, o juiz determinou a expedição de mandado de intimação coercitiva e as duas testemunhas estarão obrigadas a comparecer na audiência remarcada para o final deste mês.

IPM

Em paralelo, segue em segredo de justiça o Inquérito Policial Militar em tramitação na 6a Vara Criminal, que investiga a conduta do sargento Robertson Souza Silva, que chegou a ficar preso por cerca de oito meses no ano passado, acusado de articular o suposto esquema para desviar o combustível. Neste processo, as audiências foram suspensas porque uma das testemunhas classificadas como chave pela defesa ainda não foi localizada. Seria, conforme o advogado Aloísio Vasconcelos, que atua na defesa do sargento, o responsável pela empresa contratada pelo Governo do Estado para operacionalizar os cartões corporativos, utilizado pela PM para abastecer a frota.

O sargento Robertson Silva foi colocado em liberdade em novembro do ano passado e aguarda em liberdade o desdobramento das investigações. O advogado Aloísio Vasconcelos nega a ocorrência de práticas delituosas nos procedimentos.

por Cassia Santana

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