“Dia frio e sangue quente” marca luta dos trabalhadores

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(Fotos: Portal Infonet)

O feriado do Dia do Trabalhador, 1º, em Sergipe, é marcado desde as primeiras horas por chuvas em todo Estado. Mas, o dia chuvoso não intimidou os sindicalistas filiados a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-SE). As duas entidades realizam nesta quinta-feira eventos na Orla de Atalaia e na Praça da Juventude, no Augusto Franco.

Na Orla de Atalaia foi montada um ringue onde um grupo de teatro encenou o espetáculo “Vivendo e Aprendendo a Lutar”. A peça atraiu olhares atentos do público que refletiu sobre a luta dos trabalhadores. Ao final da encenação, todos cantaram “Vamos amigo lute, Vamos amigo lute, Vamos amigo lute uoh oh, Vamos amigo ajude, se não a gente acaba perdendo o que já conquistou… a gente acaba perdendo o que já conquistou. O trecho é da música Liberdade de Edson Gomes, um tema que o presidente da central sindical, Rubens Marques, o Dudu, conhece e apoia.

Teatro no dia de luta

“Hoje não é um dia para comemorar, é dia de reflexão, de luta, de protestos e de atualizar a nossa pauta de reivindicações. Hoje é principalmente um dia para homenagear aqueles que morreram para que direitos fossem conquistados, como aqueles que morreram pela jornada de trabalho de 8h”, lembra Dudu que enfatiza que a classe trabalhadora tem avançado nas lutas.

“Tem épocas que avançamos, mas isso não quer dizer que recuamos. A luta sempre permanecerá seja com novas pautas ou com pautas tradicionais como os 50 anos do Golpe Militar, a Ditadura, o Plebiscito e outras”, lembra.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindiserj), Plínio Pugliesi, destacou que o Dia do Trabalhador deve servir de “Debate sobre os direitos e conquistas. O momento é também de perceber as reivindicações pendentes e lutar pelo cumprimento delas. No contexto atual temos a Reforma Política, punição dos torturadores e a democratização do judiciário”, ressaltou.

Rosely Anacleto

Em greve, há 64 dias, a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe ( Sindasse), Rosely Anacleto, lamenta que a prefeitura de Aracaju tem sido, na sua opinião, insensível com a pauta da categoria. Segundo a sindicalista, a greve tem prejudicado a população, mas é a única forma que a categoria pode utilizar para pressionar o poder público. “Lamentamos a greve, mas estamos sendo prejudicados como categoria. Os assistentes sociais da Prefeitura de Aracaju são os únicos que lutam por uma jornada de 30h. É um direito nosso que está sendo desconsiderado pela prefeitura. Hoje é ‘Dia frio e sangue quente”, frisa.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Estadual (Sintrase),  Waldir Rodrigues, afirma que tem o que comemorar.  “Este ano temos muito que comemorarmos. No mesmo ano que conseguimos aprovar na Assembleia Legislativa um plano de cargo e salários para os servidores da Administração Geral, estamos completando 25 anos de Sintrase e 68 anos de fundação da antiga Associação dos Servidores Públicos do Estado em Sergipe (ASPES). A reunião de fundação da Aspes aconteceu no Departamento de Educação do Estado de Sergipe no dia 17 de 17.04.1946”, historia o sindicalista.

Rubens Marques, o Dudu

O secretário da Juventude da CTB/SE e secretário-geral do Sintrase, Diego Araújo reforça para a importância da CTB. “A CTB tem contribuído para o fortalecimento das organizações sindicais classistas a partir de um novo paradigma na relação de poder, democratizando as relações entre a central e seus filados”, diz.

Por Kátia Susanna

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