Eleições para reitor da UFS acontecem hoje e amanhã

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“As eleições deste ano foram bastante democráticas e a participação dos estudantes foi fundamental em todo esse processo. Destaco principalmente a atuação do Diretório Central de Estudantes – DCE – que lutou por uma democratização e pela promoção de um debate entre os concorrentes”. As palavras pertencem ao professor Romero Venâncio, presidente da Adufs. Acontecem, hoje e amanhã, as eleições para a Reitoria da Universidade Federal de Sergipe – UFS. Este é o momento em que alunos, professores e técnicos decidem o futuro da UFS e escolhem as melhores propostas apresentadas por cada candidato. De acordo com o professor Romero, essas eleições foram marcadas por uma forte democratização, na qual todas as classes representativas (discente, docente e técnica) tiveram o mesmo peso de voto. Outro grande avanço, segundo ele, foi a promoção regular de debates e grupos e trabalho. OS CANDIDATOS O professor Josué Modesto, candidato à Reitoria e atual vice-reitor, é o que parece mais animado com a votação. “Com essa eleição, há uma legitimação do processo de escolha do representante desta entidade de ensino. Nossa estratégia, durante toda a campanha, foi caracterizada como um rompimento da continuidade”, explicou o vice. Mas como pode haver um rompimento deste tipo se o candidato é o atual vice da administração do professor José Fernandes? Josué afirma que toda a sua campanha foi pautada uma renovação: “A escolha dos representantes do primeiro escalão, por exemplo, revela que não há nenhum funcionário dessa chapa que esteve na administração de Fernandes. Alguns candidatos tentaram enviesar nossas propostas durante a campanha”. As eleições deste ano para reitor foram marcadas por trocas de acusações entre as chapas. Alguns candidatos chegaram a ir ao rádio e à TV para tentar impugnar a candidatura dos outros concorrentes. Quanto a isso, Josué é categórico: “a discussão deveria ter sido mais objetiva, mas algumas pessoas desvirtuaram todo o sentido do processo eleitoral. É uma lástima que isso aconteça”. Da mesma maneira concorda Napoleão Queiroz, outro candidato ao cargo. “A universidade é um ambiente de discussão de idéias de uma forma elevada e não da maneira como ocorreu entre algumas chapas. Portanto, desde o início de nossa campanha, nos mantivemos centrados na discussão de idéias e não na promoção da baixaria”, lamentou Napoleão. Quanto as propostas do candidato, ele revela que o principal foco de seu mandato será a valorização da classe estudantil e uma luta contra o continuísmo. Napoleão diz que tentará romper “com essa idéia de que a reitoria é uma dinastia”. Já Romero Venâncio foi mais direto quanto ao que ocorreu durante a disputa eleitoral: “o que acontece é que esse tipo de ação (promover a discussão pautada em acusações e troca de ofensas) é coisa de mal-caráter. É inadmissível, por exemplo, que um panfleto seja veiculado sem a assinatura de quem escreveu o texto”. O terceiro concorrente não foi encontrado pela equipe do Portal InfoNet no momento desta reportagem. A VEZ DOS ESTUDANTES Um outro ponto marcante do pleito é a expectativa que os discentes vêm depositando na escolha do novo reitor. Para alguns, a UFS precisa de mudanças em sua atual administração. Para Josiane Bezerra, estudante de Ciências Sociais, o motivo pelo qual ela está participando da votação é porque espera “que o novo reitor tire a universidade do lixo em que se encontra. Que ele melhore a estrutura e que os cargos sejam ocupados por pessoas competentes”. Já o representante dos professores, Romero, diz que o novo reitor deve se envolver ativamente na luta contra a Reforma Universitária do Governo Lula, fato que preocupa tanto os discentes quanto os docentes. Por Wilame Lima

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