Eletricitários farão ato contra acidentes

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Categoria fará ato na porta da Energisa (Foto: Arquivo Portal Infonet)
A morte do eletricitário Jailton dos Santos, 42 anos semana passada [vítima de descargas elétricas quando trabalhava no município de Lagarto] trouxe à tona o assunto da possível falta de segurança. O Sindicato dos Eletricitários do Estado de Segipe (Sinergia) informou que desde a privatização da Energisa, são mais de 16 mortes envolvendo trabalhadores próprios e terceirizados.

Para exigir da empresa melhores condições de segurança, os eletricitários vão realizar nesta terça-feira, 22, um ato público na porta da empresa. A Energisa garante que toda a segurança está sendo disponibilizada e trabalha com a hipótese de “uma fatalidade” no caso da morte do funcionário Jailton, cujas causas estão sendo apuradas.

Sérgio Alves repudia alto índice de acidentes de trabalho

O Sinergia está desenvolvendo uma campanha com o slogan: ‘Quantos ainda morrerão para se tomar uma atitude?’. O objetivo é buscar uma solução para o índice de mortes envolvendo a categoria durante a execução dos serviços.

“Nos 14 anos de privatização da empresa, são nove mortes de trabalhadores diretos; em torno de sete terceirizados; 30 acidentes que deixaram eletricitários lesionados e 60 afastados por doenças ocupacionais – fruto da sobrecarga de trabalho. As estatísticas devem ser ainda maiores com relação aos terceirizados”, acredita o presidente do Sinergia, Sérgio Alves.

Ele disse ainda que “os acidentes têm ocorrido diante da pressão para atingimento de metas exercida sobre os trabalhadores, falta de normatização dos procedimentos e o pouco tempo de treinamento que os trabalhadores têm na empresa para desempenhar suas funções. Além disso, o sindicalista destaca a falta de investimento na rede e a falta de manutenção preventiva. Muitos cabos caem devido à falta de manutenção”.

Casos recentes

Enquanto retirava um defeito na rede elétrica no último dia 14, o funcionário da Energisa, Jailton dos Santos, 42 anos, que desempenhava as suas funções na linha viva (linha energizada) na entrada da cidade de Lagarto recebeu várias descargas elétricas. Ele foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu às queimaduras e faleceu no dia 17. 

Também semana passada, a dona de casa Solange Alves dos Santos, 24, tocou em um arame da cerca do sítio onde morava no Povoado Apertado das Pedras, município de Simão Dias, tendo recebido várias descargas elétricas, sendo levado à óbito. “Vários acidentes estão acontecendo devido à falta de manutenção, inclusive envolvendo animais e a empresa indeniza os proprietários, sem maiores propagações”, enfatiza Sérgio Alves.

Protesto

Os eletricitários vão realizar um ato público a partir das 7h desta terça-feira, 22 na porta da Energisa à rua ministro Apolônio Sales, 81. De acordo com o presidente do Sinergia, os trabalhadores irão usar um fitilho preto em respeito ao falecimento do colega Jailton dos Santos. “Faixas de protesto e minis-trios serão colocado em frente a Energisa, bem como nas agências da empresa espalhadas pelo interior do Estado.

O nosso desejo é que a diretoria da Energisa repense sobre a sua gestão administrativa, sua política de segurança e que a gente deixe de vivenciar perdas tão brutais”, destaca o sindicalista acrescentando que o protesto contará com representantes da CUT, Sindisan, Advocacia Operária, entre outras entidades.

Energisa

O assessor de Comunicação Social da Energisa, Augusto Aranha informou que a empresa já está ciente da manifestação dos eletricitários e que tentará responder a todos os questionamentos por parte do sindicato da categoria.

“A empresa está se preparando para a manifestação e posso garantir que a segurança é uma questão prioritária na Energisa. A Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) é atuante. Quanto à morte do eletricitário Jailton, acreditamos ter sido uma fatalidade, mas a empresa está apurando a real causa do acidente”, destaca o assessor lembrando que o número de mortes denunciado pelo Sinergia somente pode ser confirmado após levantamento no Setor de Recursos Humanos da empresa.

Por Aldaci de Souza Com informações da Ascom Sinergia

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