Em ato, sindicato volta a fazer denúncias contra a AlmaViva

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Ato ocorreu na manhã desta sexta-feira, na sede da empresa (Foto: CSP-Conlutas)

Entre os protestos promovidos de forma unificada por centrais sindicais, movimento chamado de Jornada Nacional de Lutas, um dos atos ocorreu em frente a sede da empresa AlmaViva, em Aracaju. De acordo com informações do CSP Conlutas, a empresa continua com um quantitativo de trabalhadores grande e a dinâmica de trabalho da empresa acaba favorecendo o contágio do vírus da Covid-19.

Segundo o Sindimarketing, entidade sindical que defende o interesse dos trabalhadores da empresa, há novas denúncias de que a empresa tem promovido aglomerações entre seus funcionários. “O número de trabalhadores foi reduzido, mas nós temos conhecimento que ainda está havendo risco alto de contágio, porque alguns funcionários estão sendo deslocados para a área de treinamento onde ficam próximos um dos outros. Há também pessoas no grupo de risco da doença, com diabete e outros problemas, e continuam tendo que trabalhar”, explica a representante do sindicato, Rivânia.

Além dos problemas citados, Rivânia conta que os trabalhadores continuam sofrendo com problema s antigos, como baixos salários e erros no pagamento do vale-transporte. “Há pessoas recebendo menos que um salário-mínimo e vale-transporte a menos. As vezes a empresa corrige o valor já depois que a pessoa precisou tirar do próprio bolso, e as vezes nem repõe”, afirma.

As entidades que participaram do movimento também defendem o ‘lockdown’ em Sergipe, ou seja, o fechamento de todo o comércio para o controle da Covid-19. De acordo com Djenal, membro do executivo do CSP Conlutas, que atualmente está licenciado, mas prestou apoio ao movimento, os números da doença em Sergipe são preocupantes. “O estado divulga que ainda tem leitos de UTI, mas o que a gente vê são ambulâncias que não sabe para onde levar os pacientes, porque não há leitos. É preciso uma medida urgente”, alerta.

Nossa reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação da empresa, mas nossas ligações não foram atendidas. Encaminhamos um e-mail para a empresa e até o fechamento desta reportagem, não tivemos retorno. O Portal Infonet fica à disposição por meio do telefone (79) 99642-9640 ou e-mail jornalismo@infonet.com.br.

Por Ícaro Novaes

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