Em cemitério público, gavetas são reservadas para vítimas da Covid-19

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No cemitério São João Batista, coveiros trabalham equipados e protegidos contra o vírus (Foto: Felipe Goettenauer)

Luvas, máscaras, longas mantas protetoras. A rotina dos coveiros nos cemitérios públicos de Aracaju, desde o início da pandemia da Covid-19, já não é a mesma. A cada semana, eles sepultam mais vítimas da doença – que já somam 83 na capital. Do total de vítimas, 26 foram enterradas em cemitérios públicos: no Helena Bandeira, no bairro Atalaia, para as famílias que possuem jazigos no local; e no São João Batista, para onde a maioria dos casos vai.

Neste último cemitério, gavetas já ficam reservadas para pacientes da Covid-19. De acordo com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que gerencia os cemitérios públicos da capital, o número de túmulos é atualizado a cada 5 dias, considerando o saldo entre exumações e sepultamentos comuns que ocorrem no local. Quando se trata de uma vítima da Covid-19, algumas regras prevalecem.

Conforme decreto nº 6.109, publicado pela Prefeitura de Aracaju, se a morte foi provocada pela Covid-19, não há velório e o sepultamento ocorre de forma rápida, sem cortejo ou aglomeração. Apenas 10 membros da família têm permissão para acompanhar o sepultamento, com distanciamento mínimo e caixão lacrado permanentemente. As mesmas regras devem ser seguidas em unidades privadas.

Em Aracaju, já são 4.582 casos da Covid-19 e 83 óbitos. As medidas que determinam o isolamento social da população, como comércio não essencial, continuam prevalecendo. De acordo com especialistas, o Brasil ainda não alcançou o pico da crise pandêmica, e sem medicamentos com eficácia comprovada contra a doença, para quem pode, ficar em casa ainda é a melhor alternativa.

Por Ícaro Novaes

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