Empresária é condenada pelo assassinato do amante

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Julgamento aconteceu no Fórum Gumersindo Bessa (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Conselho de Sentença acatou a tese do Ministério Público para condenar a empresária Josefa de Vasconcelos Pacheco, conhecida como Nena, pela morte do motorista João Batista Chagas, envenenado no dia 29 de novembro de 2008. Com o entendimento do Conselho de Sentença, a juíza Olga Barreto, da 5ª Vara Criminal, anunciou a decisão pouco antes das 23h30 desta segunda-feira, 18, aplicando pena de 22 anos de reclusão, com base na Lei dos Crimes Hediondos.

A empresária deve cumprir a pena em regime fechado, mas a decisão é passível de recurso e a acusada, que já estava presa, retornou ao presídio feminino sem direito a apelar da sentença em liberdade, conforme decisão da magistrada. O julgamento ocorreu durante todo o dia no Fórum Gumersindo Bessa. O Ministério Público caracterizou como torpe o motivo do crime, com emprego de veneno e cometido em circunstância que não possibilitou reação ou defesa à vítima.

O crime aconteceu por volta das 13h do dia 29 de novembro de 2008 dentro da garagem da empresa de turismo de propriedade da ré, da qual o motorista, na condição de amante, tinha participação acionária. Eles costumavam almoçar na própria empresa e, diferentemente da rotina, a empresária, naquele dia, solicitou duas quentinhas de feijoada.

Em uma delas, Nena teria acrescentando veneno conhecido como chumbinho para servi-la ao motorista. Logo depois de ingerir parte da feijoada, a vítima passou mal, recebeu atendimento médico e ficou internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O motorista chegou a receber alta médica, mas morreu alguns dias depois na própria residência.

Por Cássia Santana

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