Enchentes: Justiça Federal e MPF fazem inspeção no bairro Jabotiana

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Seis locais foram escolhidos para a inspeção (Foto: Portal Infonet)

Representantes da Justiça Federal, Ministério Público Federal (MPF), Administração Estadual de Meio Ambiente (Adema), Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e representantes das associações de moradores do bairro Jabotiana, na capital, fizeram uma inspeção em seis pontos mais afetados com as enchentes no período das chuvas.

A inspeção ficou definida na última audiência que ocorreu na Justiça Federal em novembro. A juíza da 1° vara federal, Telma Maria Santos Machado, adiantou que nova inspeção será feita in loco no período das chuvas para que seja feita uma comparação.

A obra Estação de Tratamento de Esgoto da Deso no bairro também foi inspecionada (Foto: Portal Infonet)

“A inspeção é um meio de prova, então é necessário que a gente verifique num processo como este que a gente está lidando com questão ambiental.Vê exatamente as inconsistências de alguns pontos para que a gente possa comparar, porque agora nós estamos num período que não é chuvoso, depois a gente vai precisa comparar com o período de chuva e fazer uma nova inspeção, inclusive com a perícia que já foi designada”, diz.

Seis pontos foram escolhidos para a inspeção de hoje: Rio Poxim (Ponte do Conjunto Santa Lúcia), Canal do Conjunto Santa Lúcia/ Cemitério Colina da Saudade, Lagoa Doce / Estação de Esgotamento da Deso; Rua Josiel Brito Cortes (Rio Poxim); Largo da Aparecida e canal do Residencial Bossa Nova.

A magistrada disse que após a inspeção realizada hoje nas localidades, medidas preventivas serão adotadas. “Já adotamos várias medidas ao longo do processo, e agora depois da inspeção vamos verificar as ações que precisam ser inseridas ou modificadas”, adianta.

Os moradores lutam para que a Lagoa Doce não seja aterrada (Foto: Portal Infonet)

O presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Sol Nascente, Victor Fontes, entende que é necessário além de outras medidas, fazer a obra de dragagem – técnica de engenharia utilizada para remoção de materiais, solo, sedimentos e rochas do fundo de corpos de água, através de equipamentos denominados “dragas” – no rio Poxim.

“Estivemos em reunião com prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, que ficou de até o dia 12 nos dar um posicionamento acerca do estudo da viabilização do rio previsto para nossa comunidade. O estudo é direcionado desde a barragem, em São Cristóvão, até o Jabotiana. A dragagem tem que ser feita e o prefeito ficou de buscar meios para poder financiar esse estudo e esse trabalho”, conclui.

O Ministério Público Federal (MPF) inseriu na Ação Civil pública em andamento, os municípios de São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, além de Aracaju. O Rio Poxim banha esses três municípios.

Por Karla Pinheiro

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