Entenda como são feitas as desativações das plataformas de Sergipe

Todas as plataformas de Sergipe estão hibernadas (Foto: Petrobras)

A exploração de petróleo na costa sergipana vive um momento de hibernação, sem previsão de retomada, no momento. Das 25 plataformas presentes na costa, 24 são fixas e estão localizadas em águas rasas, enquanto a plataforma de Piranema é a única em águas profundas. No caso desta última, ela já está em processo chamado de descomissionamento, quando toda estrutura de linhas é desmobilizada para que ela possa voltar a navegar (modelo de plataforma móvel).

O campo de Piranema, primeiro em águas profundas do Brasil, já está desativado e a plataforma será devolvida aos proprietários (empresas estrangeiras), conforme noticiado pelo Portal Infonet, nesta semana. As demais plataformas são de propriedade da Petrobras e estão hibernando. A empresa tem a expectativa de arrendar estas plataformas para a iniciativa privada.

A desativação e hibernação dos reservatórios de óleos acontece por fatores geológicos (declínio da exploração dos poços) e de mercado, como a desvalorização do produto. Mas, além dessas nuances, a interrupção na exploração dos poços também necessita de uma atenção ambiental. Nossa reportagem apurou como é feito o processo.

Mesmo quando um reservatório entra em declínio, ele não deixar de ter óleo. Quando uma plataforma ou navio interrompe a exploração, a Petrobras adota procedimentos que chamam de ‘neutralização’ do poço. “Esse processo envolve o fechamento do poço com um tampão que mantém o local estável, ou seja, as chances de derramamento são muito pequena”, explica o diretor de Relação Institucional da empresa, Roberto Ardenghy.

Os poços poderão ser reabertos caso a Petrobras decida voltar a explorar ou, conforme seus planos, consiga interessados em arrendar o reservatório. Enquanto não houve arrendamento, os poços e as plataformas continuam sob responsabilidade da Petrobras, cabendo a ela fazer a manutenção e contenção dos impactos, em caso de acidentes com vazamento de óleo.

O processo de hibernação e desativação de poços também deve ser acompanhado pelos órgãos ambientais, com o Ibama na linha de frente.

Por Ícaro Novaes

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