Família de policial assassinado clama por Justiça

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Irmã diz que espera justiça
A família do cabo da Polícia Militar de Sergipe que foi assassinado com três tiros, na noite de terça-feira, 27, no bairro Piabeta, está inconformada e pede Justiça. “Meu irmão deixa três filhos menores e um vazio imenso nas nossas vidas”, desabafou Sueli de Andrade Brito, irmã do policial Hélio Menezes, 52 anos.

Sueli compareceu ao Instituto Médico Legal, na manhã dessa quarta-feira, 28, onde realizou a liberação para sepultamento e de acordo com ela, antes de ser assassinado, Hélio estava em um consultório médico com a esposa. “Ele recebeu uma ligação de uma mulher chamada Janine que pediu para ele levá-la nesse bairro, chegando lá ele foi assassinado, ela é testemunha ocular desse crime”, relatou.

Muita abalada, Sueli relembrou os últimos momentos ao lado do irmão. “Nós conversamos muitos, ele era mais que um irmão, era meu melhor amigo. Nunca pensei que fosse vê-lo morto, caído numa poça de sangue. Quero justiça, quero olhar na cara dessa pessoa que fez isso com meu irmão”, desabafou inconformada a irmã do policial.

Acusado

Hélio tinha 52 anos
Ainda na noite de terça-feira, 27, policiais do Batalhão de Choque conseguiram prender um homem suspeito de ter praticado o crime. Identificado como ‘Jonathan’, o homem confessou na manhã dessa quarta-feira, 28, ter participado do crime.

“Ele informou que teve participação, mas outra pessoa teria sido o autor dos disparos. Mas acontece que ele entra em contradição o tempo todo”, explicou o sargento Reinaldo, que participou da prisão.

Ainda segundo o sargento, informações passadas por testemunhas dão conta de que o assassino era alto, branco e que estava trajando bermudão e camisa vermelha. “As descrições passadas por testemunhas coincidem com as discrições do acusado”, revelou o sargento.

Sargento Reinaldo diz que suspeito confessou participação no crime
De acordo com policiais da Rádio Patrulha, ao ser preso, nas proximidades de um viveiro de camarão, também no bairro Piabeta, o acusado se identificou como Fabiano Santos Souza, mas durante o depoimento a polícia descobriu que o seu nome verdadeiro é Jonathan, e que ele tem passagem pela polícia, acusado de homicídio.

Ainda de acordo com os policiais, o local em que o acusado foi preso é bastante escuro e a polícia foi obrigada a voltar ao lugar, duas horas após a prisão. “Quando voltamos, conseguimos encontrar a arma do cabo que ele havia roubado, mas até o momento não encontramos a arma do crime”, relatou Sargento Reinaldo.

Nesse momento, policiais estão no bairro Piabeta, próximo ao local do crime e o local da prisão do acusado, realizando uma buscas para encontrar a arma.

Por Alcione Martins e Carla Sousa

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