Famílias são despejadas de casas no Coqueiral

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Débora chora e diz que não tem outro lugar para morar
Lágrimas e desespero marcaram a reintegração de posse na rua Divinópolis, no bairro Coqueiral, na manhã dessa segunda-feira,3. As dez famílias que invadiram casas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram obrigadas a sair dos imóveis. “Eu não tenho para onde ir com os meus dois filhos pequenos”, lamentou a moradora Débora dos Santos.

Oficiais de Justiça, Policiais Militares e a assistente Social do Centro de Referência da Prefeitura de Aracaju, o CRAS, estiveram presentes e ajudaram no processo de reintegração. De acordo com o capitão Marcos Carvalho, as famílias já vinham sendo avisadas. “Nós esperamos bastante tempo, aguardamos a movimentação dessas pessoas no sentido de resolver com os órgãos competentes, mas hoje essas possibilidades se esgotaram e estamos aqui cumprindo o nosso papel”, informou.

Capitão se reuniu com a assistente e os oficiais de Justiça antes da ação
Marcos ainda disse que na última sexta-feira, 30, houve uma reunião com as famílias para explicar de que forma a reintegração se daria e para orientar os moradores. “Foi ofertada aos moradores que procurassem casas para que a prefeitura pudesse alugar, mas apenas quatro famílias procuraram as casas e já estão alojadas. Acontece que mais quatro invadiram as casas desocupadas”, relatou.

Após várias conversas com os oficiais de justiça e a assistente social, o capitão Marcos Carvalho organizou a desocupação de maneira pacífica. “Não poderia ser de outro jeito, pois eles sempre estiveram dispostos a nos ajudar e se ajudar. Temos toda a estrutura para encaminhar essas famílias para onde elas desejarem ir”, explicou.

Caminhões foram disponibilizados para realização da mudança
A assistente social Márcia Militão, informou que todas as famílias são cadastradas no CRAS e que futuramente serão contempladas com moradias. “Há mais de dois meses realizamos o cadastramento, orientamos as famílias a procurarem casas de aluguel, mas infelizmente nem todas seguiram nossas orientações”, explicou.

Ela ainda explicou que os moradores que não tiverem outro lugar para ficar serão encaminhados para Escola José Alves do Nascimento. “Temos o cuidado de não deixar essas crianças na rua, então estamos oferecendo esse abrigo, mas elas só irão se quiserem”, esclareceu.

Márcia ainda pontuou que mesmos nas escolas, essas famílias ainda poderão procurar as casas de aluguel. “Aquelas que foram cadastradas e orientadas anteriormente, ainda podem procurar casas para alugar”, finalizou.

Por Alcione Martins e Carla Sousa

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