Funcionários comemoram a reabertura de Fábrica de vidros em Estância

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Com incentivos industriais do Governo do Estado, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a fábrica reabriu as portas em janeiro deste ano (Foto: Arthuro Paganini)

Trabalho, segundo Aurélio é “o emprego, o ofício ou a profissão de alguém”. É ele que gera renda e desenvolvimento a uma região. E é graças ao trabalho de centenas de pessoas, fomentado pela reabertura da Indústria Vidreira do Nordeste (IVN), que a região sul de Sergipe, mais precisamente a cidade de Estância, tem voltado a se desenvolver.

Com incentivos industriais do governo do Estado, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a fábrica reabriu as portas em janeiro deste ano, depois de dois anos fechada, e renovou as esperanças para a população da região Sul. “Graças a esta indústria, fomentou-se a geração de emprego na cidade Estância, trazendo mais renda para as pessoas e movimenta para o comércio e a economia da cidade como todo”, afirma o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado, José Augusto Carvalho.

Para trabalhar no local foram chamados antigos empregados, que já tinham conhecimento no ramo, além de novos trabalhadores, dando um novo fôlego à empresa. O estanciano e líder de área fria da indústria, Sidney Alcântara, por exemplo, trabalhou por nove meses na fábrica antes do seu fechamento, sendo recontratado recentemente para assumir o posto de liderança no seu setor, e treinar novas pessoas. “Eu trabalho na parte de gestão das equipes, direcionando os funcionários, formando os novatos e passando todo o conhecimento que conquistei no período em que estive trabalhando na fábrica”, declara.

Para ele, a reabertura da empresa representa uma nova esperança para os moradores da cidade. “Emprego não está fácil e quando fiquei sabendo que a empresa ia reabrir corri para tentar encontrar um vaga. É uma área que gosto muito e estou muito satisfeito em estar de volta”, completa Sidney Alcântara.

O analista júnior de área fria da indústria, e também estanciano, Algislan Mendes, é um dos funcionários novatos que está sendo treinado por Sidney. Ele conta que pelo fato de já ter trabalhado em outra fábrica, está familiarizado com este tipo de ambiente. “Eu trabalhava em uma fábrica de toalhas, então já tenho familiaridade com o serviço industrial. A experiência neste novo trabalho tem sido muito boa”, fala. Algislan reforça que permanecer em uma indústria está sendo muito importante. “Não só para mim, mas para muitos que hoje estão aqui”, ressalta.

A aposta na recontratação de ex-funcionários tem sido uma fonte de redução de custos, pois cada um que já trabalhou lá, carrega conhecimento e força de vontade em contribuir com os colegas. O eletromecânico da IVN e morador de Estância, José Anderson Tavares, trabalha instruindo novos funcionários e desempenha um importante papel na manutenção preventiva da indústria.

Ele conta o quão gratificante tem sido estar ali. “Meu trabalho requer bastante atenção e cuidado, porque assumo uma responsabilidade grande, impedindo falhas no desempenho dos equipamentos. Estou bem feliz em voltar a trabalhar e passar o conhecimento que adquiri ao longo do tempo que trabalhei aqui”, vibra.

Sobre a Fábrica

A IVN, da cidade de Estância, região sul do estado, esteve paralisada por dois anos, sendo adquirida pela empresa Vidroporto Embalagens, que está no mercado há 40 anos. Atualmente, a indústria detém  25% de participação neste mercado no País.

A expectativa é que a produção da indústria chegue a 55 mil toneladas de embalagens de vidro por ano. A fábrica retomou as atividades no último mês de janeiro, dando oportunidade de emprego a aproximadamente 180 pessoas com expectativa de aumento neste quadro. 60% dos funcionários da empresa são de Estância pela questão de deslocamento e de incentivo ao emprego local, os demais, são de Aracaju.

Fonte: ASN

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