Furtos: falta de monitoramento prejudica investigação

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Viaturas da SMTT ficaram sem pneus (Foto enviada por internauta/Arquivo)

A Polícia Civil está encontrando dificuldades para encontrar pistas que levem aos criminosos que furtaram os pneus das viaturas da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) de São Cristovão. O delegado Joel Ferreira, da 6ª Delegacia Metropolitana, iniciou os procedimentos, mas confessa dificuldades em consequência da falta de um sistema de monitoramento no local, onde as viaturas se encontravam. Nesta ação, os criminosos também quebraram vidros e levaram pneus de um carro particular, que também estava na sede da sub-prefeitura do município.

O delegado informou que a polícia ainda não possui uma linha de investigação definida e alertou que, enquanto a Prefeitura de São Cristovão não adotar medidas que possam garantir a segurança do local, outros crimes semelhantes acontecerão no município. O prefeito Marcos Santana (PMDB) reconhece a deficiência, mas garante que está buscando meios legais para contratação de mão-de-obra para defender o patrimônio público.

No final da manhã desta quinta-feira, 1º, o prefeito esteve reunido com o secretário João Eloy, da Segurança Pública, e pediu providências para que a SSP possa aumentar o efetivo no município. O prefeito informou que o secretário prometeu tomar medidas para enviar reforço para o policiamento ostensivo. O prefeito alega que ainda não teve condições de tomar as medidas cabíveis para coibir os crimes contra o patrimônio público devido às dificuldades econômicas do município e em função das questões legais que impedem a contratação de mão-de-obra terceirizada para garantir a segurança patrimonial.

O prefeito garante que está adotando medidas paralelas. Ele informou que já iniciou o processo para iluminar a cidade e que estuda o envio de projeto de lei à Câmara Municipal de Vereadores para criação da Guarda Municipal. O projeto ainda não foi concluído. “Devemos mandar o projeto para a Câmara de Vereadores para incluir no orçamento do próximo ano para que possamos criar a Guarda Municipal e realizar concurso público”, diz. “Para um município de 100 mil habitantes com um orçamento de R$ 5,5 milhões é luxo pensar em equipamento eletrônico para fazer o monitoramento”, observa.

Por Cássia Santana

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