Galpão que abriga famílias sofre ameaça de corte de energia

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Local abriga, atualmente, 100 famílias.
Há um ano instalados em um galpão localizado no bairro Siqueira Campos, 100 famílias integrantes do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), enfrentam dificuldades na moradia provisória. Além das instalações irregulares, o local está sob ameaça de ficar sem energia elétrica.

De acordo com Paulo Sérgio dos Santos, representante dos moradores, na última quarta, 17, a Energisa esteve no galpão pela segunda vez apenas este mês para cortar o fornecimento. “Não cortaram a luz porque nos juntamos para impedir. Prometeram voltar hoje para cortar novamente e até agora não sabemos se a conta foi paga”, diz.

Paulo Sérgio diz que vários problemas ainda não foram resolvidos
O local ainda oferece outros riscos. Além da grande quantidade de botijões, as moradias foram construídas com madeira, papelão e plásticos. As instalações elétricas são irregulares. Paulo revela que o Corpo de Bombeiros instalou doze extintores, mas que a cozinha comunitária ainda não foi finalizada.

“Prometeram também montar as casas com divisórias, mas até agora nada foi feito”, lembra Paulo. Apenas no fim do ano, diz ele, é que as pessoas receberão as habitações prometidas pelo governo, no conjunto Marcos Freire.

Durante o período de chuvas, uma parte do galpão ficou alagada e vinte famílias tiveram de ser transferidas para outros dois barracões no mesmo bairro. “Também tem várias goteiras. Disseram que iam trocar as telhas quebradas, mas não fizeram isso ainda”, acrescenta o representante.

Instalações elétricas ainda são precárias
A Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides), através da Assessoria de Comunicação, afirma que está tendo dificuldades para alugar outros galpões, pois muitos deles possuem documentação irregular, o que inviabiliza o aluguel. Com relação à conta de energia, a informação é de que a despesa é custeada pela Codise.

De acordo com a assessoria de comunicação da Codise, o débito já foi regularizado e o fornecimento de energia não corre mais o risco de ser interrompido.

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