Golfinho é resgatado após encalhar no litoral de Sergipe

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Golfinho foi resgatado por biólogos da FMA (Fotos: FMA)

 

Animal foi medicado antes de voltar ao mar

Um golfinho foi resgatado na tarde desta quarta-feira, 24, após encalhar entre as praias da Caueira e Abaís, litoral sul de Sergipe. O animal foi localizado e resgatado por técnicos da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) que faziam o monitoramento da região.

De acordo com João Carlos Gomes, que é diretor de pesquisa e manejo da FMA, o golfinho foi encontrado em uma região de muitas ondas, o que dificultou o trabalho inicial de reintrodução ao mar. Para concluir o resgate, conforme o médico veterinário, a equipe da FMA usou uma embarcação e levou o golfinho a uma região próxima a foz do rio, distante aproximadamente 4 mil milhas da costa.

Animal foi levado para região de mar aberto

Antes da soltura, os técnicos avaliaram a saúde do animal e ministraram medicamentos. “O golfinho tinha escoriações e evidências de uma pequena mordida de tubarão charuto, mas estava bem ativo e respondendo bem. Nós medicamos, administramos uma suplementação polivitamínica e depois levamos a uma área mais afastada para que ele pudesse voltar ao seu caminho”, explica João Carlos.

Ainda de acordo com o veterinário, ainda não é possível saber o que teria motivado o encalhe do golfinho. “Existem diversas possibilidades. Os golfinhos geralmente andam em grupos, então o fato de ocorrer um encalhe pode ter vários motivos, desde um encalhe até um processo de desorientação”, explica.

O golfinho, conforme informações da FMA, é de uma espécie oceânica, que costuma ser encontrada na bacia sergipana. Apesar do resgate, as equipes da FMA continuarão fazendo o monitoramento da região para ter certeza de que o golfinho voltou ao seu caminho e não encalhou novamente.

Sobre a FMA

A FMA tem a missão diária de promover a conservação dos mamíferos aquáticos e seus habitats, visando a sustentabilidade socioambiental. Em Sergipe, a FMA possui um projeto de monitoramento de praias ao longo de todo o litoral sergipano se estendendo para algumas áreas da Bahia e Alagoas. A execução do projeto também faz parte de uma condicionante ambiental imposta pelo Ibama a Petrobras por causa das atividades de exploração de petróleo na costa brasileira.

por Verlane Estácio

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