Governador avalia viagem à China como “extremamente proveitosa”

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O governador João Alves Filho chegou por volta das 17 horas de hoje a Aracaju, após a viagem que fez à China. Logo no saguão do aeroporto, João Alves foi recepcionado por servidores da Empresa Sergipana de Turismo – Emsetur – que faziam uma manifestação contra o projeto que propõe a extinção das empresas estatais, entre elas a Emsetur. Além dos manifestantes, o secretariado em peso, deputados, prefeitos, aliados políticos e a imprensa também esperavam o administrador. O termo de transmissão de cargo, reempossando o titular, foi lido na própria sala de Imprensa da Infraero, onde também foi concedida a entrevista. No discurso que fez antes de abrir espaço para as perguntas, João Alves descreveu a visita à China como “extremamente proveitosa”. “Acredito que entre as viagens que fiz neste meu um ano e meio de mandato, esta foi, provavelmente, a mais rica. Tanto pela abrangência de objetivos como pelos contatos feitos”, descreveu. Segundo João Alves, o tempo que passou em território chinês fez com que visse as potencialidades da nação estrangeira, “Lembra o Brasil da era de Juscelino Kubitischeck”, comparou. O governador também elogiou a hospitalidade dos chineses. “Segundo o embaixador brasileiro na província de Shangai, entre os governadores que estiveram visitando o país neste período, fui o mais pela diplomacia chinesa. Que recebeu mais atenção. Falo isso sem vaidade, mas em respeito ao povo sergipano, para descrever o tratamento que recebemos”, justificou. Sobre os resultados práticos da visita, Alves informou que aconteceram diversas reuniões com o governo chinês e com o empresariado local. “Há fortes possibilidades de negócios complementares entre Sergipe e a China. Eu diria que, principalmente, em três questões específicas: na carnicicultura, na produção de minérios do Estado, principalmente o potássio, e nas reservas de petróleo recentemente descobertas em nosso território”, informou. Entre os números apresentados pelo governador, estão os da produção de camarão no Estado. “Os chineses ficaram abismados quando souberam que nós conseguimos produzir 14 toneladas de camarão por hectare, em um ano, enquanto eles só conseguem produzir duas toneladas”, disse. “Eles estão dispostos a fazer negócios”, afirmou. E o primeiro passo do entendimento empresarial, segundo João Alves, será dado em setembro, quando uma comitiva formada por empresários sergipanos, e encabeçada pelo secretário de Indústria e Comércio Tácito Faro, deve fazer uma nova viagem à Ásia. “A China não é apenas um país que recebe investimentos, eles são grandes investidores”, garantiu o governador. João Alves também falou do impacto que sofreu ao conhecer o projeto de transposição dos rios Amarelo e Yang-Tsé, no qual a China deve investir algo em torno de US$ 59 bilhões. “Só esta parte da visita já faria valer a viagem. A situação do rio Amarelo é extraordinária e gravíssima: ele está, nessa época do ano, com a foz completamente seca. Durante o período de estiagem, na região, soubemos que uma extensão de 200 Km do rio costuma secar. Para nós isto é um alerta. Devemos lutar para proteger o São Francisco e garantir que se alguma transposição for feita, seja após um logo estudo. A China estuda esta transposição há 50 anos e, mesmo assim, está acontecendo isso”, alertou.

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