Greve causa racha entre agentes penitenciários

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Agentes discutiram por conta de divergências com relação à greve

A greve dos agentes penitenciários do Estado causou um racha no sindicato da categoria. Na tarde desta segunda-feira, 28, na praça Fausto Cardoso, estava programada uma assembléia para decidir pela continuidade do presidente Antônio Cláudio à frente do Sindicado dos Agentes Penitenciários (Sindipen). 

Entretanto, por conta de uma audiência judicial que decidirá pela ilegalidade da manifestação, realizada também nesta tarde, o sindicalista faltou à reunião.

Houve discussão entre os que aguardavam por Antônio Cláudio. Os agentes sindicalizados acusaram o grupo contrário à greve de estar defendendo os interesses da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc). “Os que estão contra a paralisação não trabalham nos presídios e nem são sindicalizados”, diz Josival Barbosa, presidente da comissão dos agentes em Nossa Senhora da Glória.

Josival diz que os que são contrários não trabalham nos presídios
A representante dos agentes que são contrários à paralisação, Luciene Almeida, diz que a principal motivação para a divisão da categoria é que muitos consideram a greve injusta e não vêem mais Antônio Cláudio como representante. “Nós pedimos uma assembléia para decidir pela permanência dele no sindicato. Não confiamos mais nele para liderar o movimento porque no último, que teve 100% de adesão, ele acabou decidindo algo totalmente diferente do que havia sido discutido nas assembléias”, explica.

Presídios parados

O primeiro fim de semana da paralisação foi considerado tenso

Luciene diz que muitos não consideram Antônio Cláudio como representante
pelos agentes. De acordo com Leosmário Ramos, primeiro secretário do Sindipen, a adesão dos agentes é grande. “Os presídios estão parados. A maioria aderiu à greve. Quem optou por trabalhar está dobrando a carga horária em até três vezes”, diz.

Ainda segundo Leosmário, a categoria está cumprindo os 30% mínimo do efetivo trabalhando, como determina a Lei. “Esperamos que o Governo resolva a nossa situação em breve para que possamos manter o sistema  carcerário de Sergipe como o terceiro melhor do país”, ressalva.

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