Greve dos trabalhadores da construção civil continua

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3º dia de paralisação dos trabalhadores (Fotos: Portal Infonet)

Os trabalhadores da construção civil estão concentrados na Praça Olímpico Campos na manhã desta quarta-feira, 15. Os trabalhadores paralisaram as atividades desde a última segunda-feira, 13, reivindicando melhores condições de trabalho.

No terceiro dia de greve, os trabalhadores afirmam que várias ruas da cidade serão fechadas. Segundo o presidente da Força Sindical, Alexandre Delmondes, os trabalhadores pedem 15% de reajuste salarial, auxílio cesta básica no valor de R$ 150 e plano de saúde.

De acordo com Alexandre Delmondes, só este ano quatro trabalhadores morreram por falta de equipamentos de segurança. “Toda área grande que está em construção precisa ter um bombeiro civil e as empresas não estão cumprindo. A reivindicação dos trabalhadores é por melhores condições de trabalho e salariais”, afirma.

Alexandre ainda ressalta que o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/SE) foi comunicado através de ofício sobre a paralisação e até o momento não houve avanço nas negociações.

Sinduscon

A assessoria de comunicação do Sinduscon/SE enviou uma nota sobre a paralisação dos trabalhadores:

Várias ruas serão bloqueadas

“Comunicamos que o SINDUSCON-SE nos últimos cinco anos tem sido sensível e justo quanto às reivindicações dos trabalhadores, tendo neste período, concedido um aumento de 65,89% para os profissionais, o que representa um ganho real de 34,01% sobre a inflação oficial. As negociações coletivas com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção do Estado de Sergipe iniciaram em janeiro, e tendo analisado as reivindicações, foram realizadas duas reuniões de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e mais duas reuniões na sede do SINDUSCON-SE, cujas negociações evoluíram. Na terceira reunião agendada, os membros da Comissão de Negociação do SINDUSCON-SE foram surpreendidos com o retrocesso de tudo o que havia sido negociado em relação a percentual de aumento salarial e com uma atitude não condizente da comissão de negociação do SINTRACON, o que ensejou a solicitação, pelo SINDUSCON-SE, a retomada da intermediação do Ministério do Trabalho através de sua Superintendência Regional. Marcada reunião de mediação para o dia 10/05/2013, fomos novamente surpreendidos no dia 08/05/2013, por um ofício comunicando a declaração de greve geral a partir do dia 13/05/2013, antes mesmo de se tentar mais uma rodada de negociações.  Embora entendamos ser legítimo aos trabalhadores exercerem o seu direito de greve, o SINDUSCON considera esta atitude inoportuna".

Por Adriana Freitas e Kátia Susanna

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