Homem morre na porta do hospital

Eletricista morreu nas dependência do hospital de Itabaiana
Familiares do eletricista Edvaldo Martins Lisboa, que morreu nas dependências do Hospital de Itabaiana, após sofrer um infarto, na tarde de segunda-feira,27, reclamam da falta de atendimento por parte da Fundação Hospitalar.

De acordo com Sandro de Jesus, cunhado da vítima, a demora no atendimento ao paciente pode ter sido um fator agravante. “Minhas irmãs o acompanhavam no momento em que ele chegou ao hospital se queixando de fortes dores no braço e no peito, mas foi informado na portaria do hospital que a médica estava em horário de repouso e que teria que aguardar pelo atendimento”, relata o cunhado.

Ainda de acordo com as informações, após esperar cerca de uma hora, o eletricista levantou e se dirigiu até a entrada do hospital. “Depois desse tempo ele levantou dizendo que precisa tomar um ar, pois não suportava mais a dor e achava que se demorasse mais não iria resistir. Em seguida ele acabou caindo ali mesmo, na porta do hospital”, revela.

Segundo Sandro, após a queda funcionários partiram para o atendimento e encaminharam o eletricista para o interior do hospital, onde tentaram reanimá-lo. “O que a gente não consegue entender é como uma pessoa chega se queixando de dores no peito e no braço, sintomas de quem pode está enfartando e ninguém nem se quer verifica a pressão arterial? Não queremos achar culpado porque não queremos nos conformar, estamos chamando a atenção para um problema que é muito maior, que é da falta de estrutura de pessoal qualificado. Não queremos culpar médicos nem enfermeiros, até entendemos que eles precisam descansar por conta da demanda, que deve ser muita, mas pedir que alguém sentindo dores no peito, aguarde na recepção do hospital é grave” desabafa inconformado Sandro de Jesus, ressaltando que a “família pretende formalizar a queixa e tomar as medidas cabíveis”.

Fundação Hospitalar

De acordo com o diretor da Fundação Hospitalar de Saúde Humberto Torreão, todos os fatos serão apurados. “Nós nos comprometemos em apurar os fatos, já pedimos a fundação que reúna todo material, que vai da ficha de atendimento do paciente ao laudo médico, além de reunir e ouvir todos os profissionais ”, explica

Ainda de acordo com o diretor o prazo para reunir a documentação será de uma semana. “Eu me reúno ainda essa semana com os profissionais e até quarta-feira da semana que vem, ou seja, dia 5 de janeiro eu já estarei com toda essa documentação. Por enquanto fica difícil afirmar qualquer coisa, mas o nosso trabalho será no sentido de dar uma resposta a sociedade, sobre tudo a família do paciente”, finaliza.


Por Alcione Martins

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