Ibama não descarta aparição de novos focos de óleo no litoral de SE

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Ibama não descarta aparição de novos focos de óleo no litoral do NE (Foto: Adema)

Em reunião na manhã desta quarta-feira, 9, o Comitê Unificado formado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), Administração do Meio Ambiente (Adema), e demais entidades debateram os métodos de atuação para monitoramento das praias de Sergipe a fim de diminuir os impactos ambientais causados pelo óleo espesso que mudou o visual de algumas praias do nordeste. Segundo o superintendente do Ibama em Sergipe, Paulo Amilcar, ficou acordado entre as instituições ambientais que o principal objetivo é manter o monitoramento das praias, pois como a origem do óleo ainda é indefinida, novos focos de óleo podem aparecer no litoral do nordeste, especialmente em Sergipe, o estado mais afetado.

Paulo Amilcar, Superintendence do Ibama em Sergipe (Foto: Portal Infonet)

“Temos que está sempre de vigília porque não sabemos o que vai acontecer no futuro. Esse óleo vem de maneira subsuperficial e com isso só pode ser visto na zona de arrebentação, ou seja, na superfície. Dessa maneira, ele é imprevisível”,  destaca Paulo Amilcar. Ainda segundo ele, somente após as investigações da Polícia Federal em parceria com a Marinha do Brasil, é que será possível a mensuração dos impactos ambientais causados ao meio ambiente e à vida marinha.

“Um acidente que envolve petróleo atinge uma grande comunidade marítima. O impacto ainda não foi dimensionado. Nós estamos trabalhando para tentar mitigar esses danos”, alerta. Paulo explica que no pico do acidente foi retirado das praias sergipanas uma alta quantidade do óleo. “Em um único dia, nós chegamos a coletar 58 toneladas do material contaminado com areia”, destaca. “Ele [o óleo] vem ocasionando morte de peixes, tartarugas, aves“, acrescenta.

Coordenador de Emergência Ambiental do Ibama, Marcelo Amorim (Foto: Portal Infonet)

O Coordenador de Emergência ambiental do Ibama, Marcelo Amorim, ressalta que o trabalho do órgão ambiental vem sendo feito desde o início de setembro e intensificado nos últimos dias através de parceira com as demais entidades e o poder público. “Através de reuniões,  nós estipulamos o que deve ser feito para a limpeza das praias, como deve ocorrer o monitoramento de algumas áreas afetadas, além da viabilidade de colocar barreiras de proteção nos mangues”, destaca.

Marcelo diz que que neste momento a principal meta é intensificar ações para uma maior eficácia dos métodos empregados para diminuir o impacto nocivo do óleo. “O que queremos daqui para frente é identificar as piores manchas e colocar uma equipe em campo para recolhê-las. Queremos também uma equipe do ICMBio indo à campo para tentar identificar danos à fauna. Além disso, já começos uma nova fase de proteção de determinadas áreas litorâneas para evitar que o óleo se espalhe rapidamente”, explica.

Origem do óleo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quarta que o óleo que vazou e que atinge diversas praias no litoral do Nordeste vem “muito provavelmente” da Venezuela. O ministro citou estudo da Petrobras, ao participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Salles reiterou a dificuldade em solucionar o problema, uma vez que a origem do vazamento é indeterminada e desconhecida.

“Esse petróleo que está vindo, muito provavelmente da Venezuela, como disse o estudo da Petrobras, é um petróleo que veio por um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando próximo à costa brasileira, com derramamento acidental ou não, e que nós estamos tendo enorme dificuldade de conter”, disse. Segundo o balanço mais recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a mancha de óleo atingiu 138 localidades em 62 cidades de nove estados da Região Nordeste.

por João Paulo Schneider 

Com Informações da Agência Brasil

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