Boias para contenção de óleo devem chegar a Sergipe nesta tarde

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Manchas de óleo que atingem o litoral de Sergipe há duas semanas. (Foto: Adema)

A chegada das boias absorventes que serão instaladas nos rios que cortam Sergipe para conter o avanço do óleo que se espalha pelo litoral, deve ocorrer ainda durante esta quarta-feira, 9, de acordo com a expectativa da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). A decisão foi tomada ainda na segunda, 7, quando da visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Conforme a assessoria, os equipamentos que serão instalados nos rios Piauí, Piauitinga, Japaratuba, Real, Sergipe, Vaza-Barris e São Francisco, ainda não foram enviados para Sergipe, pois devem ser encaminhados através de voo comercial até o fim da tarde. “Duas das equipes dos terceirizados da Petrobras já chegaram e as demais estão se deslocando para cá. São equipes treinadas especialmente para isso”, informa a assessoria de comunicação.

O material é oriundo dos municípios de São Luís (Maranhão) e Recife (PE) e, segundo o Governo de Sergipe, faz parte de uma série de medidas que estão sendo tomadas para conter o petróleo cru que está atingindo o litoral sergipano a partir do decreto de emergência emitido pelo Governo do Estado.

“O Gabinete de Crise criado pelo Governo do Estado realizou mais uma reunião e, entre as decisões tomadas, acionamos os órgãos e empresas que possuem maior expertise no assunto para a contenção e não contaminação dos nossos rios, uma vez que envolve o abastecimento humano. Em breve serão instaladas boias absorventes a fim de que a substância não adentre nos nossos rios, a exemplo do Vaza Barris, Sergipe, São Francisco, Japaratuba e do Rio Real”, explica o secretário Estadual do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto.

Manchas de óleo

Os primeiros registros da chegada da mancha de óleo que atinge parte do litoral nordestino em Sergipe iniciaram ainda no mês de setembro. Na quarta-feira, 25, a Adema iniciou as primeiras investigações após constatar a presença da substância nos municípios de Pirambu e Pacatuba. Desde então, não foi identificada a origem do produto e as investigações passaram a ser de responsabilidade do Governo Federal, por meio da Petrobras, a qual já negou que o material seja de origem da estatal.

por Daniel Rezende

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