IBGE inicia pesquisa sobre Covid-19 em mais de 3 mil domicílios de SE

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Em Sergipe, serão cerca de 35 pessoas atuando diretamente na coleta e na supervisão dos dados (Foto IBGE)

Começa nesta segunda-feira, 04, a coleta da PNAD-Covid, uma versão especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios com ênfase na pandemia de coronavírus e seus efeitos no mercado de trabalho. A PNAD-Covid é fruto de uma parceria entre IBGE e Ministério da Saúde e tem o objetivo de revelar a quantidade de pessoas que tiveram os sintomas de Covid-19.

Em Sergipe, serão cerca de 35 pessoas atuando diretamente na coleta e na supervisão dos dados. Neste mês, 3.815 domicílios distribuídos em 58 municípios receberão telefonema de entrevistadores do IBGE. A cada semana, serão cerca de 950 domicílios entrevistados. Para o Brasil e Grandes Regiões, os primeiros resultados serão divulgados ainda este mês.

As entrevistas terão duração aproximada de 10 minutos e serão feitas por telefone. Os moradores que receberem a ligação do IBGE poderão confirmar a identidade dos entrevistadores através do site https://respondendo.ibge.gov.br/, informando matrícula no serviço público federal, RG ou CPF do agente de pesquisa. Em horário comercial, também é possível fazer a confirmação também pelo telefone 0800 721 8181.

O que é a PNAD-Covid?

A PNAD-Covid é uma versão especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), a mais importante pesquisa domiciliar por amostragem realizada em caráter permanente do IBGE. Em seu primeiro formato, a pesquisa existe desde 1967 e, desde 2012, ela passou a ser realizada continuamente, produzindo indicadores trimestrais sobre mercado de trabalho e condições de vida da população brasileira. Com a pandemia de Covid-19, foi concebida uma versão especial da pesquisa que fosse capaz de estimar a quantidade de pessoas que tiveram sintomas característicos da doença.

Por telefone, os moradores dirão se, em período recente, apresentaram sintomas como febre, tosse ou dificuldade de respirar. Também dirão se foram submetidas a internação por conta desses sintomas e se, durante a internação, precisaram ser sedadas, intubadas ou colocadas em respiração artificial com ventilador. Nos casos em que o morador tiver apresentado sintomas mas não tiver se deslocado a uma
unidade de saúde, será perguntado se recebeu a visita de um profissional de saúde em casa ou se tomou algum medicamento, com ou sem orientação médica.

Além dessas perguntas, a pesquisa também medirá os impactos da pandemia no mercado de trabalho, com perguntas sobre a prática de home office, busca de trabalho e rendimento. “Essa pesquisa é extremamente importante porque ela permitirá identificar quantas pessoas tiveram sintomas de Covid-19, mas não foram ao hospital ou não tiveram diagnóstico confirmado. Com esses dados, podemos
estimar melhor o número de pessoas que ficaram em casa, as subnotificações da doença e a influência no mercado de trabalho”, explica Leonardo Souza Leão, coordenador da pesquisa em Sergipe.

Sigilo das informações é garantido por lei

Todas as informações coletadas pelo IBGE têm garantia de confidencialidade estabelecida pela Lei nº 5.534/68, que trata do sigilo das informações coletadas e assegura que os dados só podem ser utilizados para fins estatísticos, sem identificação de moradores ou domicílios.

O IBGE também mantém o compromisso de não permitir acesso aos dados individualizados da pesquisa a nenhum outro órgão, seguindo os princípios fundamentais das estatísticas oficiais da ONU.

Fonte: Ascom IBGE

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