Internos fazem quebra-quebra no Cenam

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Tropa de Choque esteve no Cenam (Foto: arquivo Portal Infonet)

Após uma manhã de tensão e fuga na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip), um princípio de rebelião foi registrado no Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) na tarde deste sábado, 7. A Tropa de Choque está no local fazendo a contagem dos internos para avaliar se houve fuga.

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Agentes de Segurança e de Medidas Socioeducativas (Sindasse), Valteno Marques, novamente, o baixo efetivo de agentes figura entre as principais razões para a ocorrência de rebeliões. Ainda de acordo com ele, no Cenam, somente três agentes faziam a segurança.

“É lamentável que situações como estas virem cotidiano. A Justiça, a Fundação Renascer e o Ministério Público precisam definir qual o papel dos agentes nessas unidades. Temos dificuldades em realizar nossas atividades depois do ato que levou à prisão dos outros agentes. O que nos preocupa é o que vem depois das rebeliões, pode haver inquéritos e até prisões. Isso deixa a categoria sem operação efetiva dentro das unidades”, explica.

Houve quebra-qeubra no Cenam. A Rádio Patrulha foi acionada e fez a contenção na área externa do local, mas coube a Tropa de Choque entrar e controlar os ânimos no local.

O Portal Infonet tentou contato com a Fundação Renascer, mas não obteve êxito. O Portal Infonet permanece à disposição através do jornalismo@infonet.com.br e do (79) 21068000. Anteriormente, a diretoria de operações da dunção, Maria Angélica confirmou que há problemas na segurança em virtude do baixo efetivo de agentes, alegando que muitas vezes se recuram a fazer hora extra aos finais de semana por temer problemas. "Em dias de visita, são no mínimo 100 pessoas e a gente precisa zelar pela vida dessas pessoas e dos funcionários. Estamos com um baixo efetivo e muitas vezes os funcionários não querem fazer hora extra porque é dia de problema, eles tem receio de trabalhar", explica. Ainda de acordo com ela, o novo presidente da fundação, Wellington Mangueira, buscará junto ao Governo do Estado medidas para resolver o problema do baixo efetivo e o pagamento de horas extras a esses funcionários.

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