Itamaraty não dá previsão de repatriação de brasileiros no México

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Brasileiros relatam aflição no país latino (Foto: Retirada de vídeo divulgado por Bruno Lima)

O Itamaraty não tem previsão, por enquanto, de quando poderá repatriar os brasileiros que estão no México, incluindo o sergipano Bruno Lima, que tem feito o apelo para que o Governo ajude os compatriotas. Conforme relatado em reportagem do Portal Infonet, nesta terça-feira, 19, um segundo voo humanitário no início da semana promoveu o retorno de parte dos brasileiros que estavam no México, mas ainda restam cerca de 130 retidos no país latino.

O sergipano Bruno Lima, que é estudante de medicina e faz intercâmbio no México, afirma que a Embaixada Brasileira no país já tinha uma lista com a quantidade de brasileiros aguardando um voo, mas alega que o Governo não enviou voos que comportassem todos.

Em nota, o Itamaraty explicou que precisou selecionar os passageiros do voo para a repatriação. “Como a demanda por assentos foi maior que a oferta, foram aplicados critérios de seleção com base na lei brasileira, nas medidas do MS para o Covid, e de vulnerabilidade econômica e sanitária para o grupo de não-residentes no México. O Consulado e a Embaixada do Brasil no México continuam acompanhando a situação dos brasileiros que não lograram embarcar em um dos dois voos”, afirma.

O Itamaraty informou que nos dois voos fretados enviados ao México, foi possível repatriar 290 brasileiros. Nossa reportagem questionou se já há data para um terceiro voo, mas o órgão não respondeu, afirmando que os recursos para repatriação são limitados. “Temos conhecimento do momento econômico difícil pelo que passam muitos nacionais no exterior. Recordamos, no entanto, que os recursos para repatriação não são ilimitados e precisam ser utilizados criteriosamente, em um momento em que muitos brasileiros no território nacional também passam por dificuldades de grande monta”, justifica.

Uma alternativa apresentada pelo Itamaraty para os brasileiros, é que procurem os Consulados que representam o Brasil nos países, e se informem sobre os direitos e eventuais benefícios aos quais façam jus, garantidos pelo governo do país em que se encontram, no contexto da pandemia.

Por Ícaro Novaes

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