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| Sede da Justiça Federal em Sergipe (Foto: Portal Infonet) |
A maioria dos dez juízes federais em Sergipe aderiu a paralisação nacional nesta quarta-feira, 27. A sede da Justiça Federal esteve de portas abertas para o atendimento, mas apenas para pedidos urgentes e atendimento às partes. Entre as reivindicações da categoria, um Plano Nacional de Segurança e a revisão salarial.
O juiz titular da 2ª Vara Federal, Ronivon de Aragão destacou a importância da mobilização nacional para uma maior sensibilização às reivindicações da classe. “Aqui em Sergipe a adesão foi da maioria dos juízes federais. Assim como no restante do país, não se tratou de uma greve, mas de uma mobilização. As portas estavam abertas para atender pedidos urgentes e para atendimento às partes, no restante dos serviços, ninguém trabalhou”, ressalta.
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| Juiz Ronivon de Aragão aderiu ao movimento nacional (Foto: Divulgação) |
A garantia da segurança aos magistrados brasileiros foi defendida pelo Dr. Ronivon Aragão. “É uma situação complicada a dos juizes, casos que envolvem quadrilhas internacionais de tráfico de drogas. Os juízes federais não trabalham em casos de apreensão de crack, é mais complicado. Casos como de Fernandinho Beira Mar, enfim, lidamos com gente que tem poder de fogo, poder de dinheiro e precisamos de um Plano Nacional de Segurança para nos dar garantia e às nossas famílias”, entende.
A categoria está lutando ainda pela revisão salarial. “Uma coisa esdrúxula vem acontecendo, um juiz ganhando menos do que um promotor. O tolerante seria que ganhássemos pelo menos igual. Ninguém tá pedindo nada além do que está na Constituição. Se você me perguntar quanto ganha um juiz federal líquido hoje, eu lhe respondo que não chega a R$ 14 mil, sem contar com Plano de Saúde. Juiz não tem benefícios, tem subsídios e só pode exercer outra profissão se for de professor, que ganha menos ainda”, lamenta o juiz Ronivon de Aragão.
Mobilização
O movimento dos juízes federais obteve adesão da categoria em todo o país em busca de mais segurança, estrutura de trabalho, igualdade de direitos com o Ministério Público Federal e pela manutenção do teto remuneratório no serviço público. A partir das 9h desta quinta-feira, 28, será realizada uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal para debater a violência contra os magistrados. Estarão presentes senadores, diretores da Associação dos Juizes Federais (Ajufe) e os representantes dos sindicatos de juízes da Espanha, Itália e Portugal.
Por Aldaci de Souza



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