Júri adiado por falta de veículo para transportar réus

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Júri aconteceria em Fórum de Aracaju (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Foi adiado para o mês de maio o julgamento de réus acusados por homicídio e tentativa de morte que ocorreria nesta quarta-feira, 26, no Fórum Gumersindo Bessa em Aracaju. De acordo com a ata da sessão de julgamento, o júri não ocorreu porque os réus estão custodiados no presídio de Tobias Barreto e o sistema prisional não disponibilizou o veículo para transportá-los para a capital, onde aconteceria o julgamento.

Lucas Oliveira Dias e Givaldo Pereira dos Santos são acusados por envolvimento em uma briga que culminou com o assassinato por tiros de Gerisvaldo Machado Santos e deixou feridos Cézar de Jesus Santos e Tiago Gama Viana. O crime aconteceu no final de 2012 na Coroa do Meio em Aracaju. A nova sessão de julgamento foi remarcada para o dia 26 de maio deste ano, conduzido pela 5ª Vara Criminal, em Aracaju.

Ambos os réus foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio consumado qualificado por motivo torpe, por ter sido cometido de forma a não possibilitar reação ou defesa à vítima e por ter sido cometido para assegurar a execução de outro crime. Eles também respondem por homicídio tentado qualificado, também por motivo torpe, por ter sido cometido de forma a reduzir a possibilidade de reação ou defesa das duas vítimas sobreviventes e por ter sido cometido para assegurar a execução de outro crime.

De acordo com os autos, o crime é decorrente de uma briga e um dos acusados foi reconhecido pela esposa da vítima fatal. Mas o defensor público Ermelino Cerqueira contesta o procedimento adotado pela polícia para que a testemunha pudesse reconhecer o réu. Para o defensor, o reconhecimento por meio de fotografia é precário. E teria sido este método, segundo o defensor, usado pela polícia para proporcionar o reconhecimento do acusado durante a fase do inquérito policial. “Já houve casos que a testemunha reconheceu por fotografia, mas na hora do julgamento não teve segurança e o próprio Ministério Público na época optou por pedir a absolvição do réu”, conta o defensor público.

Por Cássia Santana

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