Médica oferece R$ 5 mil a funcionário da Gol

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Audiência aconteceu na 1ª Vara Cível
O funcionário da empresa Gol, Diego Souza não aceitou a proposta de R$ 5 mil oferecida pela médica Ana Flávia Pinto Silva, durante a última audiência realizada na manhã desta sexta-feira, 27, na 10ª Vara Cível do Fórum Gumersindo Bessa.  Com isso, reclamante e réu ficarão no aguardo da decisão do juiz Cristiano José Macêdo Costa.

O caso Ana Flávia ficou conhecido em todo o país por meio de um vídeo na Internet, em que a médica se irritou por ter chegado atrasada ao Aeroporto de Aracaju no dia 26 de outubro de 2009 e não ter conseguido embarcar para a lua de mel na Argentina. Ela é acusada do crime de racismo contra Diego Souza. No corredor, o esposo de Ana Flávia, o policial Elton Leite Ribeiro Chaves partiu para

Cristiano Barreto: “Minha cliente não quer imagens. Ela está muito nervosa”
cima da reportagem do Portal Infonet, tendo sido segurado pelo advogado.

Chorando muito e visivelmente nervosa, Ana Flávia deixou a sala de audiências junto com marido que estava descontrolado. O jovem ao verificar a presença da reportagem do Portal Infonet com uma câmera fotográfica em mãos no corredor da 10ª Vara, não se conteve (veja vídeo abaixo). “Sua mal educada. Quem autorizou você fazer a foto da minha esposa. Saia daqui”. De pronto, escutou: ‘Sou repórter e estou aqui exercendo a minha profissão’. Os ânimos somente puderam ser acalmados, com a interferência do advogado Cristiano Barreto.

“Minha cliente está muito nervosa e não quer que seja feita

Diego: “Prefiro que o juiz dê a sentença”
imagens. Foram elucidados os fatos e agora vamos aguardar o resultado. Mas por favor não fotografe. Ela está muito abalada”, pedia o advogado.

Mais adiante, a mãe de Ana Flávia, a também médica Maria Edilce Pinto pedia para falar. “Eu quero me pronunciar. Será que eu posso falar sobre minha filha? Indagava se aproximando da reportagem da Infonet. “Eu não quero ser fotografada e lhe peço que respeite esse momento que estamos passando e que desculpe a atitude do marido dela. Pelo amor de Deus, a gente entende que a imprensa está fazendo o seu papel. Minha filha é uma menina muito boa. Está em depressão.

Diogo Calazans: “A gente espera que não haja muita demora”
Estão usando ela como bode expiratório. Mas nós vamos sair dessa com fé em Deus. Perdoe o nervosismo e compreenda que não queremos imagens. Minha filha é um anjo e todo mundo que conhece ela sabe disso”, afirmava a mãe no corredor.

Ana Flávia optou por não sair pelo lugar em que a imprensa aguardava, ou seja, na porta da 10ª Vara. Cível da Comarca de Aracaju. À época, ela emitiu uma nota pública pedindo desculpas ao funcionário, mas ele não aceitou.

Tranquilidade

Diferente do nervosismo de Ana Flávia e do marido, o clima entre o funcionário da Gol, Diego Souza e do advogado Diogo Calazans era de muita tranqüilidade. Enquanto Ana Flávia

Uyara: “Eu testemunhei tudo”
chorava na ante-sala, o marido gritava com a imprensa no corredor e o advogado e a mãe da acusada tentavam se desculpar, Diego José concedia entrevistas.

“O juiz optou por não mais me ouvir nem a ela. Mas duas testemunhas foram ouvidas. Depois de tudo o que eu ouvi naquele dia, ela me ofereceu R$ 5 mil, mas eu não aceitei. Prefiro que o juiz dê a sentença dele”, ressalta.

“As testemunhas que foram ouvidas hoje confirmaram o que ocorreu. Meu cliente foi agredido, foi chamado de “negro” e até de “cachorro”. Agora depois dessa fase da audiência de hoje, o juiz vai proferir a sentença. A gente espera que não haja muita demora. Ela fez uma proposta de acordo para pagar R$ 5 mil, mas Diego não aceitou”, relata o advogado Diogo de Calazans Melo Andrade.

Testemunha

A funcionária de outra empresa aérea, Uyara Oliveira Mota, foi uma das testemunhas. “Eu testemunhei toda a confusão naquele dia e disse tudo o que eu vi. Sou estudante de Direito e não poderia deixar de testemunhar, pois não existe desculpas para tamanha discriminação”, enfatiza.

Por Aldaci de Souza

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