Moradores de povoado sofrem com água suja e contaminada

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“Ando muito para conseguir água” 

Moradores do povoado Pedreira, que fica a 7 Km da cidade de São Cristovão, estão revoltados com a falta de água no local. No pequeno povoado, onde a maior parte da população vive de pesca a falta de água há quatro dias tem causado muitos transtornos e prejuízos.

A dona de casa Adriana dos Santos percorre diariamente cerca de 10 minutos de caminhada por uma trilha até chegar a um poço onde pega a água. Adriana conta ainda que se desloca três vezes para pegar a água que utiliza apenas para lavar roupas, louças ou tomar banho. “Não tem como beber essa água, é uma água pesada com um cheiro forte e ainda mais aquele poço está todo contaminado”, diz.

Na escola municipal que atende crianças de três a 14 anos, a falta de água prejudica os alunos,

Para chegar ao poço a estrada é de difícil acesso
que são dispensados mais cedo, e os funcionários que não conseguem manter o ambiente limpo. “Nós estamos contando com a ajuda dos pais e de toda a comunidade que é muito unida para manter as aulas. Os alunos trazem garrafas de água”, relata uma funcionária.

Aos 64 anos, o aposentado João Roberto Bispo dos Santos, afirma que o poço onde abastece os moradores é um foco de contaminação. “Quando chove toda a sujeira das casas vão para dentro desse poço, até as fezes vão para dentro d”água. O pior é que, com essa falta de água a conta chega sem atraso, eu pago R$120, por isso tenho que exigir que algo seja feito”, lamenta.

“Essa água do poço é muito suja não dá para beber”
Mãe de cinco filhos, a dona de casa Josileide Azevedo dos Santos, relata que muitos moradores não possuem condições de comprar água mineral para beber e terminam fazendo uso da água contaminada. “As pessoas aqui vivem de pesca, não têm dinheiro para ficar comprando água mineral. Mesmo aqui tendo água de minadouro, não sei se é confiável beber, geralmente a gente usa mais para lavar roupa, mas quem não tem dinheiro bebe essa água mesmo”, menciona.

A moradora Gicelma Nascimento dos Santos diz que essa não foi a primeira vez que a população ficou sem água nas torneiras. “Água aqui sempre falta, tem uma bomba de água que tem mais de 20 anos e nunca foi trocada, eles só fazem consertar, então quase toda semana falta água”, relata a

Moradores compram água em São Cristovão
mulher que por semana chega a gastar R$7 na compra de água mineral.

De acordo com o diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Cristóvão (Saae), Carlos Tadeu da Silva Rosa, a bomba de água queimou e foi preciso comprar uma peça para reposição em Macéio (AL). A informação é que por volta das 13h desta quarta-feira, 9, técnicos foram até o local onde farão o restabelecimento da rede. 

 

Por Kátia Susanna

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