Moradores denunciam aterros ilegais no Inácio Barbosa

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Aterros irregulares se destinam à construições de casas e condomínios (Foto: Portal Infonet)

Moradores do bairro Inácio Barbosa denunciam o aterramento da área de mangue localizada nas imediações da ponte Gilberto Vilas Novas. Segundo a população, os aterros irregulares são destinados à construção de casas e condomínios. A situação prossegue há mais de dois meses, e mesmo em face das denúncias da comunidade a situação não foi averiguada.

A comerciante Tânia Andrade, que mora no entorno há mais de 25 anos, afirma que as construções já estão em estado avançado. “Já tem parede erguida e tudo. Os blocos e o cimento estão todos lá, e os pedreiros estão em ação. O pior é que quando um começa a aterrar e invadir, muita gente vai atrás e faz o mesmo. Assim o mangue e o rio acabam, e quem sofre é a gente”, salienta.

A moradora relata que os aterros se estendem até o bairro Augusto Franco, e que as entidades competentes já foram acionadas. “Muitos moradores já foram até lá tentar conversar com o pessoal que está fazendo o aterro, e já tentaram o falar com os órgãos de meio ambiente. Só que a gente não teve resposta até agora, e o perigo é grande se ninguém fizer nada”, diz.

Entorno da ponte é considerada área de proteção ambiental

No mês de abril, o Pelotão Ambiental flagrou a deposição de material para a criação de um aterro irregular no local. A região de mangue nas proximidades da ponte é considerada área de preservação ambiental. Um relatório foi encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e ações de fiscalização foram iniciadas na região.

Sema

O Portal Infonet entrou em contato com a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), que informou que a responsabilidade pela fiscalização na área de mangue do bairro Inácio Barbosa fica a cargo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).

A reportagem tentou contatar a assessoria de comunicação da Sema, mas não obteve sucesso. Continuamos à disposição através dos contatos jornalismo@infonet.com.br e (79) 2106 8000.

Por Nayara Arêdes e Verlane Estácio

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