Morre homem que teria sido baleado por um cunhado

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Fabiano teria sido baleado pelo cunhado (Foto: Portal Infonet)

Morreu, na madrugada desta sexta-feira, 24, Fabiano Silveira dos Santos, 32, que teria sido baleado pelo próprio cunhado na manhã do dia 18 deste mês no Fernando Collor de Mello, em Nossa Senhora do Socorro. Uma balconista, cuja identidade está sendo preservada, acusa o próprio companheiro, identificado como Carlos Alberto Viana, popularmente conhecido como Jegue de Pano.

De acordo com uma balconista, que é irmã da vítima [a identidade fica preservada], o tiro foi disparado dentro da própria casa onde ela convivia com o acusado. “Não sei o que aconteceu porque só estavam em casa eles dois e eu estava trabalhando quando soube que meu irmão foi baleado”, informou.

A vítima foi encaminhada para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A morte de Fabiano foi registrada pelo Huse às 4h06 da madrugada desta sexta-feira, 24, e a causa atestada pela equipe médica como choque séptico a causa. O Instituto Médico Legal (IML) ainda não divulgou o resultado do exame cadavérico, cujo laudo deverá ser concluído nos próximos 30 dias.

A jornalistas, a balconista informou que pediu a separação assim que ocorreu o crime contra o irmão e que, no mesmo dia, teria tentado prestar queixa na Delegacia de Polícia do Conjunto Fernando Collor contra o ex-companheiro, mas acabou decepcionada com o tratamento que recebeu do atendente naquela unidade policial. “Eu fui pedir medidas protetivas porque ele [Carlos Alberto] me tratava como empregada e fazia constantes ameaças veladas e, agora com o crime contra meu irmão fiquei com medo dele. Mas o policial disse que não precisava fazer a queixa porque eu estava querendo vingar o crime praticado contra o meu irmão e que conhecia Carlos Alberto”, contou a balconista.

Ela informou que só teve disposição de prestar queixa contra o ex-companheiro depois do crime contra o irmão dela porque ela tinha medo de uma reação violenta do acusado. “Verbalmente ele me agredia todos os dias e eu era obrigada a ficar com ele porque tinha medo”, relata. “Ele sempre dizia que já tinha imprensado várias vezes a ex-mulher com um carro e isso é uma ameaça velada”, conta.

Procurada pelo Portal Infonet, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública orientou a balconista a procurar a Corregedoria da Polícia Civil para denunciar os supostos maus tratos dispensados pelo atendente da Delegacia de Nossa Senhora do Socorro, informando que a orientação do Governo é que todas as pessoas sejam bem tratadas em todas as Delegacias de Polícia do Estado.

Por Cássia Santana

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