Morre segunda vítima de atentado na Olaria

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Tiros começou na esquena e atingiram até a casa de janela amarela (Fotos: Portal Infonet)

Morreu a segunda vítima do atentado ocorrido na noite do domingo, 26, no bairro Olaria, em Aracaju. O comerciário Nelcimar Menezes Santos, 42, estava na porta da casa da sogra, localizada na esquina da rua onde ele morava na companhia de amigos, entre eles Wellington Aranha dos Santos, 31, que seria o alvo do atentado. Wellington morreu no mesmo domingo, quando recebia atendimento no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

As famílias das vítimas estão desoladas e clamam justiça. Segundo informações das famílias, os dois homens eram trabalhadores, empregados de estabelecimentos comerciais distintos e que estariam em ascensão nas respectivas empresas para as quais prestavam serviços.

Wellington teria sido atingido por dez tiros, segundo o pai dele, Washington Francisco dos Santos, e Cimar, como era conhecido Nelcimar Menezes, foi atingido pelas costas por um único tiro, que varou o corpo. “Mesmo ferido Cimar saiu correndo lá pra baixo e pediu socorro ao namorado da filha”, conta Maria José Gomes, sogra desta outra vítima. “Meu genro foi levado de taxi para o hospital e o filho dele [Wellington Aranha] foi levado para o hospital em um carro particular”, conta dona Maria José.

Amigos se despedem de comerciário

Segundo a sogra, Cimar foi submetido a duas cirurgias. “Quando foi ontem o médico disse que complicou muito, mas ninguém sabe o que aconteceu”, revelou. Pelas circunstâncias do crime, ambas as famílias não têm dúvida que o alvo seria Wellington, mas ninguém compreende o motivo para a violência.

Os tiros foram disparados por um dos dois homens que ocupavam uma motocicleta. No primeiro momento, ambas as vítimas correram: Cimar desceu a ladeira e Wellington tomou rumo oposto, permanecendo na parte mais alta da Travessa 9 do Conjunto Maria do Carmo II. Os assassinos perseguiram apenas Wellington, que foi atingido por cerca de dez tiros. “Foram muitos tiros e tudo foi muito rápido”, repetia, desolada, dona Maria José.

Por Cássia Santana

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